24 de setembro de 2012

Servidor vai ao Pantanal de MS monitorar peixes e encontra onça


Noticia sobre visualização de Onça-pintada que foi observada na Fazenda San Francisco, saindo em diversos meios de comunicação... onça batizada de Robertão.

Onça pintada foi fotografada às margens do rio Miranda, em MS

O técnico ambiental do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) Valmir de Assis foi ao Pantanal em uma expedição para monitorar a piracema, mas voltou de lá com um flagrante que considerou raro: uma onça pintada em meio ao seu habitat natural. Para biólogos, encontros com o felino são incomuns mesmo no habitat natural deles, porém projetos de preservação fazem com que algumas regiões as chances de ver a pintada sejam maiores.

“Para ela [onça] ter ficado tranquila no barranco, foi porque não se sentiu ameaçada com a presença humana. Este animal deve estar acostumado a ver barcos passando e não se assustou. Em muitos lugares, existe a caça com uso de armas e cachorros. Lá sim este animal é arisco e sua aparição, rara”, disse o biólogo e ecólogo Ademir Morbeck.

De acordo com o biólogo Elson Borges, do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres de Campo Grande (Cras), a região onde Assis viu o felino é pioneira nesse tipo de trabalho ambiental. “Não podemos dizer que é comum presenciar uma cena dessas. Existem pessoas que vão há anos ao Pantanal e nunca conseguiram ver uma onça”, explica.

Raro ou não, o técnico ambiental comemora o encontro com um dos símbolos do Pantanal. “Quase passamos batido. A camuflagem dela é incrível, e nos engana até em lugares abertos como este. Só consegui ver depois que ela fez um movimento com a cabeça e acabou se mexendo. Durante todo o tempo ela permaneceu ali, praticamente imóvel, observando tranquilamente o nosso barco passar”, diz.



Felino descansava enquanto o barco passava a metros do barranco (Foto: Carol Coelho/Arquivo Pessoal)


22 de agosto de 2012

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Dia 20 de Agosto – O dia da onça-pintada na Fazenda San Francisco



Dia 20 de Agosto ficou registrado como o Dia da Onça-Pintada na Fazenda San Francisco. Neste dia, mais de 70 pessoas conseguiram avistar, com segurança e respeito ao animal, a onça-pintada conhecida na fazenda pelo nome de Borboleta. Observe na testa dela que tem o desenho de uma borboleta.


O primeiro grupo que avistou a Borboleta foi o grupo da Cristur de 38 pessoas que estavam realizando o Passeio de Chalana na Fazenda no período da manha. A onça estava deitada no trapiche da Trilha da Figueira (Foto acima), trilha que faz parte do passeio e que neste dia ninguém quis se aventurar em conhecer a figueira. O passeio avistou a onça por mais de 30 minutos e avisou os outros passeios que estavam acontecendo naquele momento. Foi então que todos vieram de encontro e conseguiram avistar. A onça continuava lá...





Com a empolgação dos visitantes, toda a equipe de colaboradores da fazenda ficou animada. Resolvemos então, depois do almoço, levar as cozinheiras, camareiras e atendentes da para ver se davam sorte e conseguiam ver. Para muitos ali seria a primeira vez que avistaram este felino, mesmo morando na região a vida toda (foto acima). Chegamos la e surpresa, a onça continuava lá, deitada bem a vontade. Todos ficaram muito emocionados. Ficamos mais de 20 minutos em silencio observando. Ela fez careta, bocejou, deitou nas patas, olhava para nos, olhava para os jacarés que estavam próximo... muito a vontade.







A tarde, os hospedes da pousada foram no Passeio de Chalana e la estava ela, novamente no trapiche da trilha, só que desta vez estava mais próximo ainda da beirada.

O guia pantaneiro Elmo, que mora na fazenda a 30 anos ficou extasiado com  e comentou: “Foi o melhor avistamento de onça de toda a minha vida. Ela ficou ali, paradinha para todos verem. É um espetáculo da natureza sem explicação” diz emocionado.

Mais um dia de Pantanal com suas belezas e emoções. Mais fotos deste emocionante dia voce ve abaixo.

Um abraco pantaneiro, Carol

Fotos - Carol Coelho e Juliane Silva



Foto acima: Carol fotografando a Onca-pintada


Foto acima: Eliane, guia pantaneira e Adriana, administrativo - pela primeira vez na vida viu uma onca-pintada, e começou com grande estilo!!!


[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil]  Dia 20 de Agosto – O dia da onça-pintada na Fazenda San Francisco

10 de agosto de 2012

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Grande Sucuri observada no Passeio de Safari Fotografico no Pantanal


As sucuris na Fazenda San Francisco estão aparecendo com frequência durante o passeio de Safári Fotográfico. Esta semana foram avistadas diversas sucuris mas uma delas chamou nossa atenção. A cada ano que passa o tamanho das sucuris encontradas esta cada vez menor. A sucuri avistada no passeio de Safári Fotográfico do dia 02 de Agosto foi uma surpresa. Ela tinha mais de 4 metros de comprimento. Veja as fotos abaixo.






As sucuris fazem parte da grande família Boidae, que agrupa todas as serpentes constritoras, aquelas que apertam as presas até sufocá-las. Existem quatro espécies: sucuri verde (Eunectes murinus ), sucuri amarela (Eunectes notaeus), sucuri pintada (Eunectes deschauenseei) e sucuri boliviana (Eunectes beniensis). As duas primeiras são as mais conhecidas e são as especies que podem ser avistadas no Pantanal.

Rápidas na água
As sucuris não são venenosas. Possuem dentição áglifa, sem dentes inoculadores de veneno. Mas a mordida poderosa atordoa a presa, que é rapidamente envolvida pelo corpo forte e robusto da serpente.

Essas cobras enormes vivem próximas a rios e lagos. Possuem hábito semi-aquático e, apesar de lentas na terra, são muito ágeis dentro d'água. A prova disso está no nome do gênero Eunectes, que significa "boa nadadora".

Abraço de sucuri

Geralmente elas se enrolam ao redor da presa que é levada para a água, onde morre por afogamento. O "abraço" forte das sucuris também pode matar suas vítimas por asfixia - cada vez que a presa expira, a serpente aperta mais até impedir a respiração por completo.

Embora relatos populares afirmem que a sucuri verde é capaz de engolir um boi, os bezerros é que são suas vítimas. No cardápio das Eunectes spp. encontram-se ainda capivaras, veados, peixes, tartarugas e jacarés. Há casos de canibalismo (quando o animal devora outro da própria espécie) devido a longos períodos de fome.

Leia mais em
http://educacao.uol.com.br/biologia/sucuri-serpente-gigante-tambem-e-chamada-de-anaconda.jhtm

Fotos Edir Alves - Guia Pantaneiro da Fazenda San Francisco

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Grande Sucuri observada no Passeio de Safari Fotografico no Pantanal

24 de julho de 2012

Macaco prego visto no passeio de canoagem na Fazenda San Francisco -Pant...

15 de julho de 2012

15 de junho de 2012

Novas especies de Aves avistadas nos passeios da Fazenda San Francisco Pousada e Passeios no Pantanal


            A equipe da Fazenda San Francisco Pousada e Passeios no Pantanal esta sempre querendo compartilhar todas as novidades que ocorre no pantanal com os seus clientes, por isso estamos aqui mais uma vez para falar de duas novas espécies não só para a nossa lista... e sim para esta região do Pantanal Sul Mato-grossense.


No dia 01/06/2012, saíram para fazer o passeio de safari fotográfico o guia pantaneiro, Armando e Roberta, neste passeio temos o objetivo de irmos em buscas de animais de hábitos diurnos sendo grande parte deles as aves.

O passeio já estava na metade do caminho quando os guias observaram uma espécie de saracura cruzando a frente do carro, e com bons olhos de uma guia experiente notaram que não se tratava da espécie comum que ocorre nesta região, a Saracura três potes Aramides cajanea. Notaram que era uma espécie muito parecida porem mais robusta e maior além da coloração diferente na região do ventre e do pescoço.


Se aproximaram rapidamente para uma melhor observação e tentar fazer até mesmo um registro da ave com fotos ou vídeos e para a sorte dos guias ela permaneceu em uma área aberta proporcionando uma boa foto para podermos identificar de qual espécie se tratava. E com a fotos conseguimos descobrir que se trata de uma saracuraçu (Aramides ypecaha), a espécie tem apenas poucos registro no extremo sul do Pantanal, na região do Porto Mortinho.

A saracuraçu (Aramides ypecaha) é uma espécie de saracura de grande porte que habita o Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina. Tais aves medem cerca de 46 centímetros de comprimento, possuem bico verde, pescoço cinzento, ventre ferrugíneo, uropígio e cauda negros. Também são conhecidas pelo nome de saracuruçu. 
             

          A outra novidade é ainda mais legal. Também no passeio de Safári fotográfico agora com os guias Didi e Leandro.  Seguíamos o passeio normalmente quando resolvi parar para uma família de capivara no qual estava ao lado de um canal de irrigação. Depois de alguns minutos o guia Leandro pediu que eu emprestasse o binóculo para ele pois observou que ao meio de algumas marrecas havia uma espécie diferente.  Olhou e notou que era algo que nunca avia observado em qualquer lugar e então pediu que eu desse uma olhada. Observando a espécie também não consegui identificar de qual se tratava pois também era uma novidade para mim. Já estou ha 7 anos no ramo de guia pantaneiro, atuei na região do Pantanal do Abobral, próximo a Corumbá também na região do Aquidauana com o Miranda e nunca havia encontrado com esta espécie.


Então fomos buscar no Guia de aves Pantanal e Cerrado e não encontramos nada parecido, peguei então meu outro guia de aves BIDS OF SOUTHERN SOUTH AMERICA AND ANTARTICA, no qual descobri que se tratava de uma espécie muito rara, no qual a principal distribuição esta localizada no extremo sudeste do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo Rio de Janeiro e Espíritos Santo.
  
 A nova espécie que agora vai fazer parte não só da lista da Fazenda San Francisco mais como de todo o Pantanal Sul Mato-grossense. Trata-se de um Mergulhão Grande Podiceps major. A ave estava tranquila e proporcionou boa observação e também algumas fotos para melhor identificar.

Um pouco mais sobre o Mergulhão Grande voce encontra abaixo.


HÁBITOS - Vivem em lagos grandes de áreas abertas, estuários de rios e orla marítima. Encontrado aos pares ou em pequenos grupos, compostos de adultos e imaturos. Quando mergulha desenvolve grande velocidade sob a água, mas em terra, mostra-se desajeitado.


DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA - Espécie meridional, indo da Terra do Fogo ao Uruguai, Paraguai e Brasil. Uma população disjunta existe no nordeste do Peru, enquanto a principal distribuição da espécie está localizada do extremo sudeste do Brasil (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo ) à Patagônia e Chile central. A população do sul do Chile é considerada uma subespécie separada, P. m. navasi. Status de conservação: LC (IUCN).


Texto - Edir Alves - Guia Pantaneiro 

Fotos Saracuracu - Roberta Coelho
Fotos Mergulao Grande - Edir Alves


Novas especies de Aves avistadas nos passeios da Fazenda San Francisco Pousada e Passeios no Pantanal

8 de junho de 2012

Onça-pintada “Borboleta” avistada com filhote na Fazenda San Francisco


Domingo passado (03/06/2012) foram avistados na volta do passeio de focagem a onça-pintada “Borboleta” e seu pequeno filhote de aproximadamente três meses de idade!




Borboleta é uma fêmea jovem que começou a ser avistada aqui na Fazenda San Francisco a partir de meados de 2010. Na época ela ainda era desconhecida e não sabíamos muito sobre ela, tendo sido registrada por visitantes em algumas ocasiões (veja as fotos). Comparando essas primeiras fotos de visitantes com fotos de armadilhas fotográficas e fotos de alguns guias da Fazenda San Francisco, foi possível identificá-la e batizá-la. Ela recebeu esse nome graças às malhas na sua testa que formam o desenho de uma borboleta.






Em março do ano passado ela foi vista na beira do Corixo São Domingos esturrando com muita freqüência, alguns dias antes do pico da cheia de 2011. Dois meses depois, em maio de 2011, ela foi “capturada” em fotografias tiradas por uma de nossas armadilhas fotográficas visitando a mesma carcaça predada que outra fêmea. A diferença entre as capturas foi de aproximadamente 50min, e cada fêmea ficou por volta de 30min se alimentando da mesma presa. Embora não seja possível determinar qual a relação entre essas duas fêmeas olhando apenas as fotos, a Borboleta visivelmente era menor e mais jovem que a outra, podendo ser filha da fêmea maior.



Lado direito e esquerdo da Borboleta (fotos de armadilha fotográfica) evidenciando a assimetria das malhas
Depois disso ela foi observada nos passeios realizados no Corixo São Domingos diversas vezes em 2011, até chegar o comecinho de dezembro quando ela foi vista acasalando com o nosso velho conhecido, o Grandão. Na época ficamos muito felizes, pois fazia alguns anos que esse macharrão não era visto na Fazenda San Francisco, e essa era a prova de que ele continuava vivo por aí. Passou mais um mês e novamente Borboleta era vista no Corixo São Domingos acompanhada de um macho, porém dessa vez era o Oreia, a onça-pintada mais famosa do Pantanal! Infelizmente pra ele, dessa vez a Borboleta não estava nada receptiva e eles não acasalaram. Na época pensei que isso poderia ser um sinal de que ela já estivesse prenha desde os encontros com Grandão. Depois dos dias que ela foi vista como Oreia não tivemos mais nenhum avistamento confirmado dela (onças foram vistas algumas vezes na área dela, mas sem que fosse possível confirmar a identificação).






Agora, praticamente seis meses depois de seu encontro amoroso com Grandão, ela foi vista novamente acompanhada de um filhote pequeno. Sabendo que a gestação da onça-pintada dura cerca de 3 meses e meio, se ela fiou prenha naqueles encontros com o Grandão, esse filhote deve ter nascido em meados de março e teria agora quase três meses de idade. Nessa semana estamos espalhando armadilhas fotográficas na área onde ela foi vista com o objetivo de conseguir novos registros dela e seu filhote. Espero poder postar em breve mais novidades...



Texto: Henrique Villas Boas Concone

Agradecimentos pelas fotos: Fernando Monteiro, Tânia Pereira, Edwin Leijnse, Cynthia Manders, Edir (Didi) Alves, Gabriel Massocato, Roberta Coelho



30 de maio de 2012

Tem alguma coisa errada nessa história!


Os ministérios da Justiça e da Agricultura comunicaram o envio de tropas federais para garantir a vacinação nas áreas invadidas no pantanal de MS. Difundida pela mídia, a decisão de gabinete deixa a impressão que o problema está resolvido e que podemos passar para a próxima notícia. Bom seria se definições oficiais fossem sinônimo de soluções definitivas, mas a prática mostra que não é bem assim.

A Força Nacional vai acompanhar a imunização, mas não vai executá-la. Para vacinar no pantanal o peão sobe no cavalo às 4h da manhã e anda quilômetros até arrebanhar 100, 200 cabeças numa área de dezenas de hectares. Ao meio-dia, precisa de refeição reforçada e, à noite, um local para dormir. E aí pergunto: onde, se as propriedades estão invadidas? O operacional da vacinação envolve questões prática distintas se consideramos a realidade pantaneira, as quais não se resolvem com o acompanhamento da Força Nacional.

Em audiência no Ministério da Justiça, na semana passada, representantes da Funai apresentaram documento pelo qual índios 'autorizam' a vacinação. Tem alguma coisa errada nessa história! Por que o índio ter que autorizar a vacinação dentro de propriedade que está em discussão judicial, mas ainda é do produtor que ali toca um negócio? Há uma inversão de valores que precisa ser observada com mais critério, pois estamos garantindo às invasões, que são atos ilegais, um status de 'naturalidade' preocupante.

É fundamental a postura do Governo do Estado em buscar respaldo de segurança. Mas o produtor vai ter de ir até a propriedade, improvisar o aparato para a vacinação, imunizar o gado e depois sair de novo da casa dele? A atividade pecuária é dinâmica e o rebanho de pelo menos 20 mil animais na região que não pode ser ignorado. Assim como o gado não pode desaparecer sob a simples vontade dos indígenas de que as áreas sejam desocupadas.

Estamos falando de 15 propriedades invadidas por indígenas da Reserva Kadwéu, homologada em 1903 com 373 mil/ha, em Porto Murtinho. A intenção da etnia é ampliar a reserva em 155 mil/ha com anexação das propriedades invadidas, sendo que os produtores que lá estão têm título de propriedade. Sobre essa área já existe ação demarcatória sob júdice no STF.
 
Ao julgar pedido de reintegração de posse, a Justiça de Corumbá transferiu na semana passada a responsabilidade sobre o caso para o STF. Enquanto a decisão vai sendo protelada, como fica a vacinação? E os produtores expulsos? Já passou da hora de termos uma solução para a questão indígena e ela precisa vir da esfera federal. O STF já deixou claro no caso da Raposa Serra do Sol sua posição para litígios dessa natureza, direitos e deveres de todos os envolvidos. A responsabilidade agora é do Executivo Federal em fazer valer o que o Supremo decidiu. Precisamos de providências práticas e concretas de solução, do contrário ficaremos na vida real difundindo decisões tomadas numa instância que mais parece imaginária. Tal como um mundo de avatar.

*Eduardo Corrêa Riedel é presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e do Conselho Deliberativo do Sebrae/MS e vice-presidente diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Atenciosamente, Eduardo Correa Riedel.

29 de maio de 2012

Coluna Homem Pantaneiro Conheça Almir Sater


O violeiro, compositor, cantor e ator que universalizou a cultura pantaneira através da música, Almir Eduardo Melke Sater, ou apenas Almir Sater concedeu uma entrevista especial à nossa coluna "Homem Pantaneiro". 

Nascido em Campo Grande (MS), Almir Sater desde os doze anos já tocava viola e gostava do mato e sons da natureza. Aos vinte anos mudou-se para o Rio de Janeiro para estudar Direito, mas desistiu da carreira de Advogado, tornando-se um músico, confirmando que sua escolha profissional não foi em vão.

Seus sucessos, às vezes de sua autoria ou com sua interpretação, como "Um violeiro toca", "Chalana", "Trem do Pantanal", "Comitiva Esperança" remetem os ouvintes a um lugar no qual é possível vivenciar momentos únicos à natureza. Ele compartilha o Pantanal através do doce tom de sua voz.

A entrevista aconteceu quando o artista passava por Campo Grande (MS), convidado a participar do Projeto Músicas e Sons, realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, no dia 22 de maio.  O objetivo do evento é resgatar projetos como o Show Prata Da Casa (1982), que marcaram a história do Estado, trazendo ao palco do Teatro Glauce Rocha grandes nomes da música regional. 

Na entrevista, Almir comenta o que mudou nesses 30 anos de sua trajetória, fala sobre a cultura pantaneira, a importância da preservação do Pantanal, a expedição"Comitiva Esperança" (1985) e conta ainda uma experiência inesquecível que vivenciou nos solos pantaneiros.

Confira agora o bate-papo com o compositor que diz cantar suas músicas para que as pessoas as ouçam de olhos fechados:

Como é voltar para este mesmo palco depois de 30 anos, estando com as mesmas pessoas que fizeram e ainda fazem a história da música regional? O que mudou?

Almir Sater: Mudou nossa aparência, a cor dos nossos cabelos (risos). Há trinta anos o festival foi um marco, todos nós jovens felizes tocando para Campo Grande, para nossos amigos, com um desafio imenso de lotar o teatro. E é bom poder voltar depois de 30 anos e ver que nós sobrevivemos da música e sobrevivemos como pessoa.  A grande importância foi a gente fazer o primeiro disco envolvendo uma geração de músicos e artistas daquela época já que a nossa cidade tinha uma certa efervescência cultural. Não só a nossa cidade, o mundo tinha essa efervescência de música de qualidade, compositores talentosos, que hoje eu sinto um pouco de falta do "criador". Ainda sinto a mesma efervescência desse grupo, a mesma emoção pela arte, pela música e isso é muito bonito.
Hoje temos bons instrumentistas, bons cantores, mas aquela pessoa que do nada tira alguma coisa que emociona alguém, pega uma caneta e de repente escreve uma poesia , isso eu sinto falta...e naquela época sobrava.

Qual é a importância de levar a cultura pantaneira para outras regiões?

AS: Sempre que você leva a sua cultura a outras regiões, tendo uma intimidade, há uma facilidade maior em expandi-la, você consegue abrir portas. Cantar músicas da nossa região é uma forma simpática de se inserir no cenário cultural, ao invés de cantar um blues, um rock `n Roll, você chegar a outros lugares cantando a cultura de seu povo, eu acho muito bonito.

Qual sua opinião sobre a necessidade de preservação do Pantanal?

AS: Eu acho que o Pantanal é um lugar que se auto-protege, a não ser onde existe o grande impacto perto das grandes cidades pantaneiras. Onde existe muita concentração de gente é difícil você conseguir preservar porque as pessoas vão ocupando espaço, a cidade vai crescendo, vai criando gente, e as pessoas precisam de espaço, e assim começam a criar uma certa ambição em relação a região, plantando pasto e derrubando tudo. Mas isso se dá devido a influência da proximidade da cidade. Mas no Pantanal, lá no fundão mesmo, ele é até muito preservado comparado com outras regiões. Existe um medo de pessoas que vem de fora com o intuito de realizar atividades econômicas intensivas, o qual o Pantanal não se presta, tem que tomar cuidado com isso, mas existem leis para isso, e devem ser cumpridas.

Onde você busca inspiração para compor suas músicas?

AS: No estado de espírito. Às vezes eu estou num lugar que não é o ideal, mas eu fecho meus olhos e vou para onde eu quiser. A música me embala, ela até me faz acreditar que eu estou nesses lugares. O importante é estar feliz, em volta dos meus parceiros e poder tocar junto. Não sou um compositor solitário, que trabalha sozinho, eu gosto de trabalhar em parceria, onde a gente se divirta. Quando a música não sai, a gente joga um baralho, daí ela sai (risos). O segredo é estar bem consigo mesmo, no meu caso. Uma das primeiras músicas que eu aprendi a tocar e que ajudou muito na minha trajetória foi o Trem do Pantanal, do Paulo Simões e Geraldo Rocca, era uma música diferente, com uma linguagem um pouco mais pop, e essa fusão deu muito certo.

Como foi a experiência de participar da "Comitiva Esperança", viagem ao Pantanal que completa este ano 27 anos?

AS: Comitiva Esperança foi um trabalho nosso (Paulo Simões e Zé Gomes) onde tínhamos muito tempo sobrando e resolvemos fazer um trabalho de pesquisa, de conhecimento da cultura pantaneira, que é o nosso cenário predileto. Saber o que rolava de música e de sons em lugares tão isolados e tão preservados em sua cultura. Fizemos músicas, um pequeno documentário e temos muitas histórias pra contar depois de quase trinta anos. Percebo que essa expedição valeu a pena.

Você pode contar uma experiência inesquecível vivenciada no Pantanal?

AS: Um dia nosso carro quebrou no meio do Pantanal, e o Pantanal não é um bom lugar para você andar a noite, descalço e sem lanterna, e naquele momento nós não tínhamos nada disso. Aí eu e minha mulher saímos andando, coloquei o meu filho de cavalinho nos ombros e ela pegou nosso outro filho e colocou no ombro dela, paramos debaixo de um pé de paratudo, uma árvore da família dos Ipês, que tem uma flor amarela muito linda, uma árvore medicinal também, e todos os vaga-lumes do mundo estavam naquela árvore. A partir daquele momento, nós seguimos tranquilos a pé, achando que com um cenário daquele nada de ruim podia nos afetar. Nosso medo de cobras, dos bichos peçonhentos que geralmente aparecem a noite, sumiu depois daquele cenário dos vaga-lumes, daquela árvore de natal natural, e ai a gente percebeu que ali só era paz e alegria.

Texto: Laura Toledo (Estagiária Jornalismo - Portal Pantanal Ecoturismo) 



28 de maio de 2012

Pousada e Atrativo Turístico no Pantanal realiza Curso e Reciclagem em 1os socorros e Simulação do Plano de Ação Emergencial

Participante do Programa Aventura Segura da Abeta e certificada pelo INMETRO em Gestão da Segurança a Fazenda San Francisco realizou no dia 23 de Maio um curso de Reciclagem de 1os Socorros e básico em resgate e salvamento aquático.

O curso teve duração de 8 horas, contou com 26 participantes e foi organizado pela diretora de turismo da Fazenda Carolina Coelho. Foram abordados todos os procedimentos do atendimento pré-hospitalar e foram realizadas simulações monitoradas de engasgo, fratura, hemorragia, parada cardiorrespiratória e imobilização em maca. 

A ideia destes simulados é trazer um pouco da pratica para os profissionais atuantes na pousada de forma que se preparem para qualquer emergência que possa acontecer durante a operação. Foi abordado também a importância da prevenção dos acidentes, do uso dos equipamentos de proteção individual no trabalho e de seguir as regras de segurança dos passeios que a pousada oferece.

Também participaram da ação os colaboradores das outras empresas integradas no complexo San Francisco na ideia de ter uma integração entre todas as atividades existentes dentro da fazenda. Os participantes foram avaliados e desta avaliação novos treinamentos serão organizados. 

Para o turismo de natureza é de importância vital ter um cuidado especial com o atendimento inicial a uma vitima pois o conhecimento das técnicas corretas de abordagem inicial podem salvar vidas. A Fazenda San Francisco é a única Pousada e Atrativo turístico no Pantanal com Certificação em Gestão da Segurança.






Veja  as fotos no nosso facebook: 

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.3677304903452.2142086.1599892471&type=1&l=07ee9b5d7d

17 de maio de 2012

Coluna Homem Pantaneiro - Conheça Elizabeth Coelho

Coluna Homem Pantaneiro - Conheça Elizabeth Coelho


Coluna Homem Pantaneiro - Conheça Elizabeth Coelho

Beth Coelho no Pantanal
Para a coluna Homem Pantaneiro desta semana, o Portal Pantanal Ecoturismo entrevistou Elizabeth Prudencio Coelho, proprietária da Fazenda San Francisco, localizada em Miranda (MS). Nascida em Imbituba, Santa Catarina, e Assistente Social por formação, a moradora de Campo Grande (MS) atualmente é empresária do turismo e contou um pouco sobre sua relação com o Pantanal.

Pantanal Ecoturismo: Qual é a importância do Pantanal para você?
Elizabeth Coelho: Adoro a energia que flui da natureza. Quando estou na fazenda, em meio a gente pantaneira e os visitantes, trabalho com prazer para atender bem nossos hóspedes e mostrar os bichos da fazenda.

Pantanal Ecoturismo: De onde surgiu a ideia de abrir as portas da San Francisco para o turismo?
Elizabeth Coelho: Sempre trouxemos amigos e família para curtir a fazenda, navegar no corixo, andar a cavalo e pescar. Os hotéis de Miranda e Bonito sempre nos pediam licença para visitar a fazenda com seus hóspedes, para ver os bichos, daí surgiu a ideia e fomos aprimorando nossa estrutura e serviços. Em função da estrutura dos campos de arroz irrigado propiciou acesso a diversas áreas dentro da fazenda o ano todo. Os campos de arroz atraem diversas espécies de aves e herbívoros como os cervos do pantanal que consequentemente atraem os predadores como a onca pintada transformando os safaris em uma verdadeira aventura.

Pantanal Ecoturismo: Quais ações a Fazenda San Francisco realiza para atrair turistas para o Pantanal? 
Elizabeth Coelho: A fazenda participa de feiras nacionais e internacionais do turismo levando Bonito e Pantanal para conhecimento do mundo todo. Recebe constantemente equipes de TV que fazem reportagens sobre o Pantanal e falam sobre a Fazenda. Trabalha intensamente com as agencias e operadoras de turismo. Possui um site, blog e facebook onde divulga e interage com os clientes ou possíveis clientes. Além do famoso boca-a-boca que é um das formas mais efetivas de atrair os visitantes.

Pantanal Ecoturismo: Como aliar o turismo à preservação ambiental?
Elizabeth Coelho: A fazenda propicia suporte a pesquisas, sendo o principal o Projeto GADONÇA, cujas palestras enriquecem o conteúdo da visita e revelam o lado preservacionista do Empreendimento. Nossas palestras promovem a preservação ambiental, pois mostram a importância de preservar o ecossistema pantaneiro para possibilitar a continuação da vida de muitas espécies já em extinção fora do Pantanal, sendo o mais emblemático deles a Onça Pintada. Também apoia ou apoiou projetos de pesquisa de entidades como a Pro-Carnivoros, UFMS, Universiade de IDAHO, entre outras sendo principal foco do estudo a fauna e flora do Pantanal como as araras-azuis, papagaio-verdadeiro, herpetofauna, entre outros.

Pantanal Ecoturismo: O que mais encanta os turistas que visitam a região?
Elizabeth Coelho: A abundância a diversidade de pássaros e a amplitude das paisagens pantaneiras. Quando vêem a onça então, ai vira uma experiência inesquecível.

Pantanal Ecoturismo: Como a pousada se prepara para receber os turistas?
Elizabeth Coelho: A Fazenda oferece estrutura para hospedagem e para o day-use. Conta com 18 apartamentos e as áreas comuns do atrativo são o redário, a piscina, banheiros, lojinha, aquários, receptivo com sala de tv e mini museu com historias sobre a onca pintada, sobre a família Coelho, entre outros. Além da Cantina Pantaneira onde oferecemos refeições com comida típica simples, com variedades de saladas, frutas e carnes de qualidade. O mais gostoso é o arroz com feijão.

Os apartamentos da Pousada Pantaneira sao amplos e contam com ar condicionado, ventilador e janelas teladas, avarandados na frente, colchões box de primeira, chuveiros quentes com energia solar, internet wi-fi, sinal de celular vivo.

Além disso a Fazenda conta com uma equipe de profissionais qualificados, sendo em sua grande maioria pantaneiros nativos que tiveram treinamento para atendimento ao publico, primeiros socorros, entre outros. A fazenda é a única no Pantanal com certificação pelo INMETRO em Gestão da Segurança.

Pantanal Ecoturismo: Que mensagem você deixaria para quem deseja visitar o Pantanal e ainda está com dúvidas?

Elizabeth Coelho: Visite nosso site www.fazendasanfrancisco.tur.br - em caso de duvidas não hesite em nos consultar nos telefones 67 3242-1088 / 3242-3333 ou via email no reservas@fazendasanfrancisco.tur.br
Venha conhecer a Fazenda San Francisco Pousada e Passeios no Pantanal Sul - o melhor Safari do Brasil.

26 de março de 2012

A Política está Matando os Grandes Felinos


Publicado na Revista National Geographic (NG), em dezembro de 2011 com o titulo Politics is Killing the Big Cats. Conheca melhor George Schaller visitando o link http://www.panthera.org/people/george-schaller-phd

Texto original: George B. Schaller traduzido por Henrique Villas Boas Concone

Precisamos de uma nova abordagem para salvá-los, diz o proeminente biólogo de campo George B. Schaller.

Tigre: Fotografia de Steve Winter

Quando eu comecei a estudar os grandes felinos a quase meio século atrás, sua imponência pura me encantou: Tigres caminhando sobre patas de veludo através das florestas do Parque Nacional de Kanha na Índia, seguros de sua força, dignidade, e flamejante beleza; bandos de leões do Serengeti esparramados sob as sombras das acácias, derramados como mel sobre a grama dourada; leopardos-das-neves fluindo como meras sombras ao longo dos penhascos do Himalaia; e onças-pintadas movendo-se misteriosamente sozinhas na vastidão dos alagados do Pantanal Brasileiro. No entanto, hoje eu contemplo esses ícones da natureza selvagem e da própria selva com preocupação, sabendo que seus destinos dependem apenas da humanidade.

 Lá nos anos 1960 e 1970, nós realizamos trabalhos de história natural básica, que alguns diriam hoje fora de moda. Não havia imagens de satélite disponíveis para que delineássemos habitats adequados. A rádio-telemetria era primitiva, embora tenhamos aparelhado onças-pintadas com colares e rastreado seus movimentos. Não tínhamos câmeras automáticas com infravermelho para fotografar as criaturas que passassem. Para reconhecermos com certeza um tigre, eu olhava de perto o padrão de listras em sua face. 

Eu coletava fezes para determinar o que esses gatos haviam comido, seguia seus rastros na poeira ou neve para delimitar a extensão de seus movimentos, e examinava cada presa para descobrir sua idade e sexo. A conservação depende de tais informações.

Naquela época eu não imaginava que a natureza iria, tão rapidamente, se tornar esgotável. A população humana mais do que dobrou desde então, florestas deram lugar a campos, e rebanhos de animais domésticos substituíram a fauna silvestre nas pastagens. 

Leões, outrora tão abundantes, estão desaparecendo fora das reservas. Baleados, envenenados, e capturados em armadilhas por pastores e fazendeiros, parcialmente porque matam gado e ocasionalmente uma pessoa, os leões podem vir a sobreviver somente em reservas protegidas. Tigres ocupam hoje não mais do que 7% de sua distribuição original. Menos de 4.000 podem estar livres na natureza, enquanto, num triste contraste, a China e os Estados Unidos possuem cada um cerca de 5.000 em cativeiro.
Tigres e leopardos na Ásia são ameaçados por uma rede de caçadores ilegais que fornecem para o leste da Ásia, particularmente a China, com peles, assim como ossos e outras partes do corpo desses animais com suposto valor medicinal. Não é de se espantar que duas das reservas da Índia, Sariska e Panna, perderam todos os seus tigres sob o olhar de uma guarda complacente e desmotivada.
Certa vez eu segui o rastro solitário de um raro guepardo (cheetah) asiático através de seu ultimo lar no deserto do Irã. Como pode o mundo ficar de braços cruzados enquanto tesouros naturais como esse desaparecem, país após país?
Quando comecei meu trabalho de campo, foi com o objetivo não apenas de estudar uma espécie mas também de promover sua segurança dentro de uma área protegida. Esses esforços continuam essenciais. Mas eu tive que mudar minha forma de pensar. A maioria dos países hoje não tem espaço para dispor novas áreas grandes para sustentar uma população de, vamos dizer, 200 leopardos-das-neves ou tigres. A maioria das reservas existentes são pequenas, capazes de sustentar apenas alguns grandes felinos – e estes podem se tornar extintos por causa de endocruzamento (cruzamento excessivo entre animais muito aparentados), doenças, ou algum acidente eventual. E conforme os ecossistemas mudam com a alteração climática, animais terão que se adaptar, migrar, ou morrer.
Ao invés de se concentrar apenas em áreas protegidas isoladas e bem definidas, a conservação aumentou sua visão para manejar paisagens inteiras. O objetivo é criar um mosaico de áreas centrais sem pessoas ou desenvolvimento humano, onde um leopardo ou uma onça-pintada podem se reproduzir em paz e segurança. Tais áreas centrais são conectadas por corredores de habitat adequados que permitam um felino viajar de uma zona de segurança para outra. A área remanescente de uma paisagem é designada para o desenvolvimento humano. Essa abordagem integra aspectos ecológicos, econômicos e culturais. Eu estou envolvido em tal planejamento de paisagem para leopardos-da-neve no Planalto Tibetano na China. Nós mapeamos a distribuição do felino; fizemos censos das presas, tais como o carneiro azul (blue sheep); treinamos pessoal local para monitorar a vida silvestre; e trabalhamos com comunidades e mosteiros para promover bom manejo de terras e animais domésticos. Este trabalho é coordenado pelo Centro de Conservação Shan Shui da Universidade de Pequim.
É bastante fácil delinear o planejamento da paisagem, apontar locais potenciais em imagens de satélite, e criar um idílio mental de grandes felinos e gente vivendo juntos em harmonia.  Muitas conferências foram realizadas para definir problemas e apontar prioridades – mas a retórica supera em muito a implementação. Todos os grandes felinos continuam a diminuir seus números.

Para a maioria dos países simplesmente falta o desejo político e a pressão pública para salvar sua vida silvestre. Mesmo a proteção de reservas tende a ser fraca, com caça furtiva de animais, desmatamento desenfreado, mineração e outras atividades ilegais acontecendo comumente. Cada país necessita de uma força de proteção de elite apoiada pela polícia e mesmo o exército, cooperação regional rigorosa para impedir o comércio ilegal de peles e ossos, ação judicial rápida contra os infratores, além de outras ações de impedimento contra os crimes. No final das contas, conservação é política – e a política está matando os grandes felinos.
Humanos e predadores tem se confrontado por milênios com medo e respeito. Tal conflito vai continuar. Eu examinei cavalos mortos por leopardos-da-neve na Mongólia, gado morto por onças no Brasil, e a única búfala leiteira de uma família ser morta por um tigre na Índia. Todos os grandes felinos matam animais domésticos, especialmente se suas presas nativas forem dizimadas. Achar pelo menos uma solução parcial para tais mortes é uma questão crítica de conservação. Muito da predação sobre animais domésticos é, entretanto, resultado da falta de práticas adequadas de manejo, como quando gado na Índia simplesmente forrageia nas florestas sem ninguém por perto.
Será que os governos ou organizações de conservação deveriam compensar as pessoas por tais perdas? A idéia é sedutora, mas tentativas em vários países tiveram pouco sucesso. Além do fato que fundos contínuos para isso nunca estão assegurados, existem reivindicações fraudulentas, dificuldades na verificação, atrasos nos pagamentos, e outros problemas. Uma comunidade poderia estabelecer um programa de seguro no qual os proprietários pagam uma taxa e depois são compensados pelas perdas.

O turismo pode beneficiar muito uma economia, como visto na África, onde visitantes se amontoam avidamente ao redor de leões e guepardos. Entretanto, a maioria das comunidades próximas às reservas de vida silvestre se beneficia muito pouco porque os governos ou operadores de turismo falham em dividir os lucros.
Eu imagino se uma abordagem mais positiva pode ser mais eficiente: pagar as comunidades para que mantenham populações saudáveis de grandes felinos. Afinal de contas, é dolorosamente claro que boa ciência e boas leis não resultam necessariamente em conservação efetiva. As comunidades precisam estar diretamente envolvidas como parceiros de pleno direito na conservação, contribuindo com conhecimento, percepções, e habilidades. Consciente disso, tenho me concentrado nos últimos anos menos na ciência detalhada, algo que mais aprecio, e mais na conservação. Tentei me tornar uma combinação de educador, diplomata, antropólogo e naturalista – um missionário ecológico, equilibrando conhecimento e ação.
Mas sim, eu ainda coleto fezes de leopardo-das-neves para análise. Muito ainda precisa ser aprendido. Nós só sabemos como proteger leões e tigres, não como manejá-los em uma paisagem dominada pelo homem. A densidade demográfica da onça-pintada ou de outras populações de felinos em uma dada área é limitada pela quantidade de presas. É difícil contar espécies de presas, especialmente em florestas, e pouco se sabe de quanto um habitat pode suportar. De fato, ainda precisamos de informações sólidas sobre o estado e a distribuição da maioria dos felinos, com algumas estimativas baseadas às vezes em nada mais do que intuição. Onças-pintadas na Bacia Amazônica e leopardos-da-neve em várias áreas da Ásia Central nunca foram recenseadas.
Nosso maior desafio é conseguir persuadir e estimular compromissos nacionais para salvar os grandes felinos. É uma tarefa de todos. Comunidades precisam de incentivos para dividir suas terras com tais predadores. Os benefícios precisam ser baseados em valores morais tanto quanto econômicos. A onça-pintada é uma representação do Sol, a protetora de tudo o que vive para as sociedades indígenas da América Latina; o tigre na China era um emissário do Céu e na Índia hindu, uma força do bem; e o budismo ressalta respeito, amor, e compaixão por todos os seres vivos. A conservação é baseada em valores morais, não científicos, em beleza, ética, e religião, sem os quais ela não se sustenta.
Os grandes felinos representam o teste final de nosso desejo em compartilhar esse planeta com outras espécies. Precisamos agir agora para lhes oferecer um futuro seguro e promissor, se não por qualquer outra razão, porque eles estão entre as mais maravilhosas expressões da vida na Terra. 

O destino turístico de Bonito MS é assunto nacional

O destino turístico de Bonito MS é assunto nacional POR http://www.pantanalecoturismo.tur.br/NOTICIA-PANTANAL-3309-O+DESTINO+TURISTICO+DE+BONITO+MS+E+ASSUNTO+NACIONAL.htm


No dia Mundial da água (22 de março), os rios e o uso racional dos recursos naturais da cidade de Bonito no interior de Mato Grosso do Sul foi pauta regional e nacional dos telejornais da TV Globo.

A reportagem sobre Bonito MS foi ao ar nesta quinta-feira (22) no Jornal Nacional da Rede Globo. O destino turístico mostra que é possível ganhar dinheiro com a preservação da natureza.


"MS dá exemplo de preservação de recursos naturais" essa foi a reportagem da TV Morena, afiliada da TV Globo no Mato Grosso do sul. A matéria foi ao ar às 19h30 no MS 2ª edição desta quinta-feira, 22 de março.

A reportagem mostrou como Bonito fortalece sua economia através da preservação de reservas de água. Projetos ambientais na Serra da Bodoquena, onde localizam-se as cidades turísticas de Bonito e Jardim, protegem rios da região, e já abrangem 95% das áreas de preservação, as chamadas matas ciliares.

Imagens de águas cristalinas, e inúmeras espécies de peixes da região como o Dourado e as Piraputangas ilustraram a matéria. Pontos turíscos como o Refúgio Rio da Prata e Baía Bonita mostraram suas belezas naturais.



Cláudia Gaigher, repórter correspondente de Mato Grosso do Sul da Rede Globo de televisão, mostra como o turismo cresceu na região. Bonito, cidade interiorana com apenas 20 mil habitantes, recebe anualmente quase 300 mil visitantes. Há 20 anos, eram duas pousadas, hoje o destino possui 86 hotéis. Dados de 2011 apontam que o destino turístico chegou a lucrar R$120 milhões.

A reportagem conclui que "água limpa e natureza preservada pode ser sim um grande negócio".

Confira os links das reportagens citadas :

Tv Morena - MS 2ª edição: http://g1.globo.com/videos/mato-grosso-do-sul/mstv-2edicao/t/edicoes/v/ms-da-exemplo-de-preservacao-de-recursos-naturais/1869888/

Jornal Nacional: http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-nacional/v/bonito-ms-prova-que-e-possivel-ganhar-dinheiro-com-a-preservacao-da-natureza/1869878/

23 de março de 2012

Leilão TOP SENEPOL- 1º Leilão Senepol de Touros Avaliados – Positivos

Data: 
20 de Abril de 2012, sexta feira – 19h00

Local: 
Tatersal 02 da Acrissul – Campo Grande MS, durante a Expogrande 2012

Parceiros: 
Senepol Luar, GR2 Senepol, Senepol CM, Senepol da San, Fazenda Daman e Senepol Água Limpa.

Não perca esta oportunidade!!!

Carol – Senepol da San – Fazenda San Francisco
Pantanal * Miranda * MS
Mais informações com Dulcimar - (67) 9984-4402



27 de fevereiro de 2012

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Franceses fazem rally com carros antigos pelo Pantanal em MS


Veículos fabricados há 60 anos cruzam região com destino à Bolívia e ao Peru. Em fazenda, franceses aproveitam pausa para curtir vida natural

Por GLOBOESPORTE.COM



Expedição de carros antigos chega ao pantanal em Miranda 
(Foto: Divulgação/Carol Coelho)

Um rally diferente atraiu um grupo de franceses ao pantanal sul-mato-grossense. Apenas carros antigos participam da prova, e a maioria dos veículos foi fabricada há mais de 60 anos. Nesta semana, a expedição atraiu cerca de 24 pessoas, entre pilotos e mecânicos, à fazenda San Francisco, situada na região do pantanal de Miranda.

O grupo pertence à associação sem fins lucrativos Tractions Sans Frontiers (Do francês 'trações sem fronteiras'), que promove a cada dois anos um rally por vários países. Eles já cruzaram a África, a Europa e a Ásia, e este ano visitam a América Latina pela segunda vez.








Cabine de um dos automóveis que participam da
expedição (Foto: Divulgação/Carol Coelho)


O organizador da expedição, Felipe Lasson, conta que o passeio proporciona várias emoções, entre elas encontrar povos e países diferentes. O francês diz ainda que os carros antigos já fazem parte da família, e que nada seria possível sem eles. Por isso, uma equipe se dedica exclusivamente à manutenção dos automóveis durante as viagens.


Carros antigos chega ao pantanal em Miranda
(Foto: Divulgação/Carol Coelho)




Os franceses iniciaram a jornada em janeiro na Argentina, entraram no país por Foz do Iguaçu e chegaram ao Pantanal na última terça-feira, para uma estadia de três dias na fazenda. No Pantanal, pausa para aproveitar os encantos da vida natural: observar a fauna, passear de barco e pescar nos rios da região. O grupo seguiu viagem na quinta-feira com destino à Bolívia e ao Peru.

10 de fevereiro de 2012

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Arara Canindé e sua relação com a palmeira bocaiuva

A Arara-Canindé (Ara ararauna, Linnaeus, 1758) é uma ave da família dos psitacídeos. encontrada em quase toda a America do Sul é um ave grande e muito apreciada pelos amantes da natureza. Sofre ameaçada principalmente pela destruição de seu habitat natural e também por ser alvo dos contrabandistas de animais silvestres.

Se alimenta principalmente de frutas e sementes e adora palmeiras. Hoje vamos falar da relação das Araras Canindés e as bocaiuvas (Acrocomia aculeata)Apesar de ser considerada predadora das sementes da bocaiuva, pois se alimenta quebrando o coco e consumindo a castanha, a arara também beneficia diretamente essa palmeira. Veja abaixo a história..."



 Foto acima - abelhas polinizando as flores da Palmeira Bocaiuva 

  
Foto acima - Cacho da bocaiuva



Foto acima - pequenas bocaiuvas no cacho em formação


Foto acima - pequenas bocaiuvas no cacho em formação



Foto acima - pé de bocaiuva carregado com frutos ainda verdes


Foto acima - frutos da bocaiuva




 Fotos acima - Arara-Canindé se alimentando da bocaiuva - detalhe importante, ao se alimentar as araras derrubam muitos cocos intactos, ajudando assim na dispersão das sementes e reprodução da palmeira."



 Fotos acima - Arara-Canindé se alimentando da bocaiuva 


Foto acima -  Arara-Canindé roendo o talo do cacho das bocaiuvas - sementes intactas caem no chão e servem de alimento para outros animais, incluindo alguns de seus dispersores, que comem a semente inteira e a defecam em outro lugar, ajudando assim a reprodução da palmeira.

Fotos Carol Coelho. Espero que gostem!
Fotos tiradas no Pantanal do Miranda * Fazenda San Francisco
Pantanal Sul * MS * Brasil


Um ótimo final de semana, CAROL