28 de maio de 2008

Encontro inédito reuniu pesquisadores da onça pintada e pecuaristas


Foi realizado ontem (26), na Fazenda San Francisco, em Miranda, a 236 km da Capital, um encontro inédito entre pecuaristas do Pantanal Sul e pesquisadores da onça pintada.

Com o tema “Conservação da Onça Pintada e a Pecuária Pantaneira”, foram apresentados projetos de conservação da onça-pintada ao setor produtivo da pecuária, entidades de pesquisa e órgãos governamentais. O encontro foi realizado pelo Instituto Pró-Carnívoros e pelo WWF-Brasil, organizações não-governamentais de âmbito conservacionista.


O objetivo é utilizar o conhecimento científico para encontrar alternativas de produção sustentável nas fazendas pantaneiras que levem em conta a preservação do animal. A onça pintada é o maior felino do continente americano e encontra-se em risco de extinção.


Desde o surgimento das fazendas de pecuária na planície pantaneira no século 19, a onça pintada, e também a parda, vem sendo consideradas pelos fazendeiros uma ameaça, devido à predação do gado. Porém, graças as pesquisas, notou-se que a pintada é a espécie que mais preda o gado. Nos últimos 20 anos, alguns projetos de conservação da espécie vêm sendo desenvolvidos, para diminuir o conflito entre produtores e os animais.



Um destes projetos, chamado Gadonça, vem sendo desenvolvido na Fazenda San Francisco; outro projeto, denominado Onça Pantaneira, é desenvolvido na Fazenda São Bento. Os projetos são realizados através de parceria do Instituto Pró-Carnívoros e do Programa Pantanal para Sempre do WWF-Brasil e buscam entender melhor os diferentes fatores envolvidos na predação de animais domésticos e as possíveis formas de minimizar essas ocorrências.


O biólogo Fernando Azevedo, coordenador dos respectivos projetos, explanou aos participantes sobre a biologia da espécie, comportamento, padrões de predação e impactos sobre a pecuária. Os resultados da pesquisa são usados para buscar alternativas que possibilitem o desenvolvimento das atividades de pecuária paralelamente a conservação da onça-pintada no Pantanal.


O pecuarista Roberto Folley Coelho relatou sobre a experiência da criação de gado e os projetos de conservação da onça pintada em sua propriedade. O evento contou também com palestra de Ivens Domingos, analista de conservação do programa Pantanal para Sempre do World Wildlife Foundation (WWF-Brasil), de Ricardo Boulhosa, da Wildlife Conservation Society (WCS Brasil) e de Rogério Cunha de Paula, do Cenap/ICMBIO.



Participaram também da reunião membros da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), Polícia Militar Ambiental (PMA), Federação de Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso do Sul (Famasul), Embrapa Pantanal, Associação de Proprietários de Reservas Particulares do Patrimônio Natural de Mato Grosso do Sul (Repams), TV Cultura de São Paulo, Cenap/Icmbio, Museu Nacional da UFRJ, Fazenda San Francisco, Fazenda Miranda Estância, Fazenda São José, Fazenda Campo Lourdes, Fazenda São Bento e Fazenda Vale do Bugio.


Segundo Fernando, a reunião foi de grande valia. “Estamos analisando a possibilidade de criarmos estratégias a longo prazo que beneficiem os pecuaristas que optarem pela coexistência pacifica entre produtores e vida selvagem. A preservação da espécie é muito importante para a conservação da biodiversidade”, relatou.

Fonte: Fabio Pellegrini / noticias.ms.gov.br

CUMBARU NO PANTANAL

Fonte: http://www.msnoticias.com.br/?p=ler&id=273828
Por: Carolina Ramos Costa AlvarengaMarçal Henrique Amici Jorge.

O Brasil abriga aproximadamente 22% das espécies vegetais do planeta, o que significa uma riqueza de biodiversidade inigualável.

O Pantanal é uma planície sedimentar inserida na bacia do rio Paraguai, integrando áreas territoriais do Brasil, Bolívia e Paraguai, a qual é considerada uma das maiores áreas do planeta de alagamento contínuo.

Por apresentar uma grande complexidade e diversidade de ambientes, nessa área é encontrada uma vegetação heterogênea que é influenciada por quatro biomas: Floresta Amazônica, Cerrado (predominante), Chaco e Mata Atlântica, com cerca de 1.800 espécies de plantas.

O ciclo hidrológico e a dinâmica hídrica da região, representadas principalmente pela alternância de períodos de secas e de cheias, são condicionantes ambientais que garantem a alta biodiversidade e mantém o funcionamento ecológico de toda região.

O endemismo é praticamente ausente, provavelmente devido ao fato da planície ser geomorfologicamente recente.

A região possui uma extensa variedade de árvores, arbustos, subarbustos e ervas. Muitas das espécies são utilizadas pela comunidade local para diversas finalidades. Dentre a grande diversidade de espécies encontradas, o cumbaru (Dipteryx alata Vogel, Leguminosa: faboideae), também conhecido por pau-cumbaru, fruta-de-macaco, cumarurana, barujo, coco-feijão, castanha-de-burro, baru e garampara, assume um papel importante, pois além de possuir um alto valor madeireiro.


Na fazenda Nhumirim, pertencente a Embrapa Pantanal, localizada na sub-região da Nhecolândia, foi observado a presença da planta em sua extensão.

Através de um levantamdento realizado em janeiro/2008 sobre a distribuição espacial da espécie, utilizando o procedimento sistemático com parcelas de tamanho definido lançadas ao longo de um transecto em quatro linhas da grade ecológica, foram encontrados 27 indivíduos em dois hectares amostrados. Desse total, somente 3 indivíduos apresentaram DAP maior que 10 cm. O restante era plantas em regeneração.

Observou-se que a espécie apresentou distribuição agrupada em determinados tipos de vegetações onde sua incidência foi maior em solos férteis, nas áreas de cerradões e matas. De acordo com o conhecimento popular local, a planta é muito utilizada na fabricação de mourões para construção e manutenção de cercas, devido ao fato da madeira ser bastante densa e resistente a fungos e cupins.

Em razão do crescimento relativamente rápido, da qualidade e da resistência de sua madeira, o cumbaru é muito utilizado em reflorestamentos. O fruto e a semente (amêndoa) são comestíveis, atraindo a fauna de mamíferos (morcegos e roedores) e de insetos (coleópteros). Os bovinos também se alimentam do fruto e das folhas, principalmente na época da estiagem. Sua casca, sementes (óleo extraído das amêndoas) e folhas possuem propriedades medicinais, sendo utilizada na medicina popular e com grande potencial para ser utilizado na indústria de fitoterápicos.A devastação da vegetação brasileira, em razão da exploração desordenada e sem critérios técnicos, tem colocado em risco de extinção várias espécies de valor comercial.



Segundo o IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis e IUCN - International Union for the Conservation of Nature and Natural Resources, o cumbaru já consta como espécie ameaçada de extinção nos cerradões do planalto central, embora no Pantanal ainda ocorra com freqüência.

Sendo assim, a Embrapa Pantanal reconhece a necessidade de estudos que contemplem a ocorrência, a propagação e a produção de mudas do Cumbaru, fundamentais para se obter conhecimentos específicos sobre preservação, estabelecimento e utilização econômica da referida espécie, garantindo-se assim recursos para gerações futuras e atingindo a sustentabilidade.

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Carolina Ramos Costa Alvarenga (carolcaster@gmail.com) é aluna de graduação da UNILAVRAS, Lavras, MG. Marçal Henrique Amici Jorge (marcal@cpap.embrapa.br) é pesquisador da Embrapa Pantanal, Doutor em Fitotecnia.

Especialistas brasileiros discutem programa para conservação do cervo-do-pantanal.

27/05/2008 - 09:50



Seminário, promovido pela CESP em Araçatuba (SP), faz parte da comemoração do Dia Mundial de Meio Ambiente.


O cervo-do-pantanal é um animal considerado pelos pesquisadores um indicador biológico, ou seja, pelo aumento ou diminuição de sua população pode-se verificar o equilíbrio ou desequilíbrio de um ecossistema. Para consolidar um plano de conservação dessa espécie, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) promove nos próximos dias 29 e 30 de maio, em Araçatuba (SP), o Seminário sobre Ecologia, Conservação e Manejo In Situ e Ex Situ do Cervo-do-Pantanal.

A Empresa vai reunir os principais especialistas brasileiros nesse assunto. Serão discutidos quatro grandes temas: histórico do manejo de cervo na bacia do Alto Paraná; habitats e populações; ameaças, e medidas para conservação. Haverá também uma visita técnica ao centro de conservação do cervo-do-pantanal mantido pela CESP no município de Promissão (SP), às margens do rio Tietê.

O seminário conta com o apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal, por meio do Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal, e do Núcleo de Pesquisas e Conservação de Cervídeos (Nupecce) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Jaboticabal.

Com a realização do seminário sobre o cervo-do-pantanal, a CESP também marca as comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 de junho.


Dias 29 e 30 de maio, no Quality Resort Araçatuba, rodovia Elieser Montenegro Magalhães, km 58.8, bairro Fazenda Paquetá. Apoio: Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Pantanal, por meio do Centro de Pesquisa Agropecuária do Pantanal, e do Núcleo de Pesquisas e Conservação de Cervídeos (Nupecce) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Jaboticabal.
Centro de Conservação da CESP em Promissão - A CESP mantém no município de Promissão (SP) o Centro de Conservação do Cervo-do-Pantanal. Aberto para visitação pública desde agosto de 1998, está localizado nos municípios de Promissão e Barbosa, na margem esquerda do rio Tietê junto ao Bolsão do Ribeirão dos Patos. Ocupa uma área de 764,37 hectares.

O centro foi criado com base no Plano de Manejo e Conservação do Cervo-do-Pantanal, por ocasião do enchimento do reservatório da Usina Hidrelétrica Três Irmãos, implantada pela CESP no rio Tietê, entre os município de Araçatuba e Promissão. Nessa região, encontrava-se uma das últimas populações de cervos do estado de São Paulo. Os animais resgatados na época do enchimento do reservatório foram enviados para os Centros de Conservação da CESP e para outros locais na natureza, de acordo com o plano de manejo.

O Centro de Promissão conta hoje com cerca de 40 indivíduos nascidos em cativeiro e descendentes dos animais resgatados da Usina Três Irmãos. Além do cervo-do-pantanal, o local também é refúgio de diversas espécies migratórias e da região. Há ocorrências de exemplares de nossa fauna destacando-se as aves tachã e cardeal do banhado; o jacaré-do-papo-amarelo; o lobo-guará, e o tamanduá-bandeira.


Informações sobre a espécie - O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus) é uma espécie característica de ecossistemas inundáveis e úmidos da América do Sul. Ocupa preferencialmente essas áreas pela facilidade de se alimentar e de se proteger dos predadores.

A maior população do cervo no Brasil se localiza no Pantanal Mato-grossense. As fêmeas adultas pesam aproximadamente 100 quilos e os machos adultos, por volta 130 quilos.

A altura média é de 1,30 metro. São ruminantes seletivos e se alimentam de folhas novas, brotos e flores.

27 de maio de 2008

Surpreendente encontro com 7 cobras na expediçao noturna do Projeto Herpetofauna


Em uma saída de campo do biólogo Ricardo para monitoramento das onças da Fazenda no dia 14 de maio, os biólogos que participam do Projeto Herpetofauna da Fazenda San Francisco o acompanharam e se surpreenderam com o encontro de 7 cobras, de 3 espécies, em duas horas de focagem nas estradas da fazenda.

Todos os indivíduos estavam na vegetação marginal da estrada, e entre 1m e 1,8 metros de altura do chão.

As serpentes pertenciam as espécies Philodryas olfersii (três exemplares), Chironius quadricarinatus (também 3 indivíduo) e Thamnodynastes cf hypoconia (1 indivíduo).

Philodryas olfersii é uma das espécies conhecidas popularmente como cobra-verde. É uma cobra de hábitos diurnos, que caça ativamente suas presas no chão ou em arbustos e que se alimenta principalmente de sapos, rãs e pererecas e pequenos roedores, como ratos e preás.


É uma espécie que apresenta certa quantidade de veneno mas que se não for manipulada não apresenta riscos. Por possuir uma coloração verde que se confunde ao ambiente onde ela caça e por ser muito ágil quando se desloca essa espécie não é encontrada facilmente e ainda não havia sido registrada na área da fazenda San Francisco.

Chironius quadricarinatus também é uma espécie difícil de ser avistada devido a seus hábitos. Assim como a cobra verde, a cobra-cipó (como é conhecida popularmente essa espécie) é ativa durante o dia e pode caçar tanto no chão como em árvores e arbustos. Se alimenta principalmente de sapos, rãs e pererecas e, se for perturbada, pode se tornar agressiva, embora não apresente nenhum tipo de veneno.


Essas duas espécies provavelmente estavam em repouso quando foram encontradas, e procuraram a parte mais alta da vegetação para evitar a predação por animais terrestres como gambás, lagartos e outras cobras.

Aves também são grandes predadores de serpentes, mas como poucas espécies de aves são ativas durante a noite as espécies de cobras diurnas conseguem se proteger da maioria de seus predadores repousando a certa altura do chão.

A outra espécie avistada pelos pesquisadores possui hábitos noturnos e estava ativa quando encontrada. É uma serpente que pertence ao gênero Thamnodynastes, provavelmente se trata de Thamnodynastes hypoconia. Ela caça ativamente suas presas, que são sapos, rãs e pererecas, no período noturno, sob a vegetação e no chão.




Esse é mais um fato que confirma a grande diversidade de espécies que podemos encontrar na Fazenda San Francisco.

Além das espécies aqui tratadas, o biólogos já confirmaram a presença de mais 12 espécies de serpentes, 8 de lagartos e 25 espécies de anfíbios nas áreas da Fazenda.

Texto: Liliana Piatti

Fotos: Paulo Landgref Filho

Encontro: Conservaçao da Onça-pintada e a Pecuária Pantaneira



Nesta segunda feira houve na Fazenda San Francisco o encontro para discutir a conservação da onça-pintada e a relação com a pecuária pantaneira.

Durante o evento, diferentes assuntos relativos a pecuária pantaneira foram discutidos enfocando sempre a conservação do Pantanal e a manutenção da atividade pecuária.

Técnicos da Embrapa, especialistas em carnívoros, ONG´s e pantaneiros se reúnem, em uma iniciativa inédita, para discutir as melhores práticas econômicas para a sustentabilidade do Pantanal.

Estavam presentes: Instituto Pró-Carnívoros, WWF Brasil, Fazenda San Francisco, Projeto Gadonça, Embrapa Pantanal, Famasul, Imasul, CRAS, Repams, TV Cultura/SP, TVE Regional, Cenap/Icmbio, Policia Militar Ambiental, WCS Brasil, Museu Nacional/UFRJ, Fazenda Estancia Miranda, Fazenda São José, Fazenda Campo Lourdes, Fazenda São Bento e Fazenda Vale do Bugio.

17 de maio de 2008

Reflorestamento da estrada principal da fazenda

Vou fazer um breve histórico destes reflorestamentos e descrever como procedemos com as mudas que foram levadas ao campo hoje, 17/05/08.

Temos 3 áreas de 200 metros x 15 metros cada. Varia um pouco pois ela contorna e estrada principal da fazenda. No ano de 2007 foram plantadas ali, o total de 544 mudas de árvores nativas do Pantanal como o cedro, bocaiuva, mandovi, aroeira, ximbuva, angico, angelim, piuva pantaneira, jacarandá, paineira barriguda, embauba, jatoba, bálsamo, cubaru, taruma, agua-pomba, ingá, ariticum e para-tudo.

As áreas foram previamente preparadas, limpas, sub-soladas, gradeadas e semeamos o feijão guandu. Este trabalho ajuda bastante na retenção da umidade do solo, evita a recomposição do capim e melhora a qualidade do solo.

Ontem, fizemos o re-plantio de 20 mudas da área 3 que morreram. Também coroamos e adubamos as 130 mudas da mesma área e cobrimos com as folhas dos pés de feijão guandu disponíveis na área.


Em 16/05 choveu mais de 20 mm na área o que vai contribuir para o desenvolvimento destas mudas.

Segue abaixo as fotos do viveiro, coroamento e adubação e re-plantio com detalhes das técnicas utilizadas.

Sugestoes são bem vindas! Carol





Acima: Viveiro de mudas de especies nativas do Pantanal: + de 950 mudas em maio 2008




Acima: Muda de Ximbuva, plantada em Novembro de 2007.





Acima: coroamento e adubação da Ximbuva com Cloreto de Potássio + MAP = ( N P K) depois disso foi feita cama com os galhos do feijão guandu.




Acima: preparo da cova com adubo (N P K) para re-plantio.



Acima e abaixo: replantio de Para-tudo.


Acima: fazendo cama para o para-tudo com folhas do feijao guandu.



Acima: Cedro plantado em Fevereiro de 2007 - área 1.

Quero agradecer a ajuda do Sr. Nilson que sem ele nada disso teria sido realizado. Aos guias, Jacir, Eliane e Leandro que me ajudaram no campo e na coleta de sementes.

Nas fotos: Sr. Nilson e Leandro trabalhando.

Até a proxima, Carol



14 de maio de 2008

Dependente do inimigo - Uma inédita relação entre o tucano-toco e a arara-azul no Pantanal Mato-Grossense

Ao mesmo tempo em que o tucano-toco é responsável pela predação dos ovos das araras-azuis, ele dispersa as sementes do manduvi, uma das poucas árvores que abrigam ninhos de araras no Pantanal.


Agência FAPESP – Uma inédita relação entre o tucano-toco (Ramphastos toco) e a arara-azul (Anodorhynchus hyacinthinus) no Pantanal Mato-Grossense acaba de ser descrita: o equilíbrio entre os dois animais pode ser a chave para a conservação da arara-azul, espécie fortemente ameaçada de extinção no país.



Veja reportagem completa no site da Fazenda San Francisco no link:



http://www.fazendasanfrancisco.tur.br/pantanal/novidades.php


Foto: Ellen Wang - Tucano-toco se alimentando da fruta do Mandovi

13 de maio de 2008

Video Onça-pintada copulando - Ulli Braun com Animal Planet

video

Encontro: “Conservação da Onça – Pintada (Panthera onca) e a Pecuária Pantaneira”



O Programa Pantanal para Sempre do WWF-Brasil e o Instituto para Conservação dos Carnívoros Neotropicais (Instituto Pró-Carnívoros) firmaram em 2007 uma parceria com o objetivo de apoiar e desenvolver projetos de conservação da onça-pintada (Panthera onca) envolvendo o setor produtivo da pecuária no Pantanal.

O projeto denominado Onça Pantaneira prevê, numa primeira etapa, apoio a um estudo de campo sobre a onça-pintada, que está sendo realizado pelo pesquisador Fernando Azevedo na Fazenda São Bento, localizada na Estrada Parque Pantanal.

O estudo tem por objetivo conhecer a biologia da espécie, comportamento, padrões de predação e impactos sobre a pecuária. Os resultados da pesquisa serão usados para buscar alternativas que possibilitem o desenvolvimento das atividades de pecuária e a conservação da onça-pintada no Pantanal.

Desde 2002, o Instituo Pró-carnívoros e outras entidades, como a Wildlife Conservation Society (WCS), já vêm desenvolvendo projetos de conservação da espécie na região. O WWF-Brasil se uniu a esse esforço trazendo seu conhecimento sobre a pecuária e processos de certificação e apoiando financeiramente o desenvolvimento de novos projetos.

O Instituto Pró-carnívoros e o WWF-Brasil estão cientes de que o sucesso de qualquer esforço de conservação da natureza e de espécies no Pantanal, como o Projeto Onça Pantaneira, depende da participação efetiva do setor produtivo da pecuária.

Por isso, convidam os representantes do setor produtivo da pecuária, entidades de pesquisa, e entidades governamentais para o Encontro: “Conservação da Onça – Pintada (Panthera onca) e a Pecuária Pantaneira”, a se realizar no próximo dia 26 de maio, na Fazenda San Francisco – Miranda/MS; quando poderão conhecer os projetos de conservação da espécie, realizados e em andamento. A Fazenda San Francisco apóia e desenvolve um projeto de conservação da Onça-Pintada em parceria com o Instituto Pró-Carnívoros desde 2003, o Projeto Gadonça.

No encontro, também haverá espaço para o debate e a participação do setor produtivo e das demais entidades presentes na definição de estratégias conjuntas para futuros projetos a serem desenvolvidos, que possam minimizar o conflito entre a pecuária e a onça.

Objetivos do encontro

* Atualizar o setor produtivo da pecuária sobre os mais recentes dados e as pesquisas realizadas para conservação da onça-pintada no Pantanal.

* Apresentar a parceria entre o Instituto Pró-carnívoros e o WWF-Brasil.

* Apresentar os projetos em andamento e perspectivas de futuro.

* Apresentar experiências de pecuaristas que apóiam projetos de conservação da onça-pintada no Pantanal.

* Retomar o debate sobre a importância do envolvimento dos pecuaristas com a conservação da onça-pintada.

PROGRAMA

Data: 26 de maio de 2008

Horário: 09:00 hs às 18:00 hs

Local: Fazenda San Francisco – Miranda /MS


Painel - 1: Atualização sobre pesquisas e projetos em Conservação da Onça-Pintada no Pantanal

09:00
Abertura e apresentações
Ivens Domingos
(WWF-Brasil)
Fernando Azevedo
(Pró-carnívoros)

09:15
Projeto “ROP” da WCS – “Programa de Envolvimento de Pecuaristas do Pantanal e Conservação da Onça-Pintada” – Experiência e resultados preliminares.
Ricardo Boulhosa

10:00
Projetos – “Gadonça” e “Onça Pantaneira” – Resultados, lições apreendidas e desafios.
Fernando Azevedo
(Pró-carnívoros)

11:00
Perguntas e debates dirigidos do Painel - 1

12:00
Almoço

Painel – 2: A Pecuária e a Conservação da Onça-Pintada

14:00
Certificação e Responsabilidade Socioambiental na Pecuária – A Conservação da Onça-Pintada é uma oportunidade?
Ivens Domingos
(WWF-Brasil)

14:30
A experiência da Fazenda San Francisco com o Projeto “Gadonça” – A visão do proprietário.
Sr. Roberto Coelho

15:15
A experiência da Fazenda São Bento com o Projeto “Onça Pantaneira” – A visão do proprietário
Sr. Marcos Ermírio de Moraes

16:00
Perguntas e debates dirigidos do Painel - 2

16:30
Café com prosa

Painel – 3: Como integrar esforços entre os Setores (Produtores, Pesquisadores e ONG´s), com o objetivo de compatibilizar a conservação da onça-pintada e a pecuária pantaneira.

16:45
Debates dirigidos e colheita de subsídios e sugestões

17:30
Definição de prioridades e próximos passos

17:45
Avaliação do encontro

18:00
Encerramento

Caso tenha interesse em participar, contate através do telefone – (67) 3325 0087 com Josylene, ou pelos e-mails: ivens@wwf.org.br ou josylene@wwf.org.br


Evento fechado a convidados.

12 de maio de 2008

Link para o Globo Reporter

Assista a reportagem do Globo Reporter em 02/05/2008 onde a fazenda San Francisco - Pantanal de Miranda é citada

http://globoreporter.globo.com/Globoreporter/0,19125,VGC0-2703-19684-1-321251,00.html

Reportagem com o Ricardo, Biólogo do Projeto Gadonça e a Focagem Noturna com a surpreendente onça-pintada.

Bjs

9 de maio de 2008

Câmera Record apresenta as magníficas belezas naturais de Bonito e Pantanal - MS



Hoje, dia 09/05, o programa jornalístico temático da RECORD viaja para a pequena cidade no oeste do Mato Grosso do Sul, aos pés da serra da Bodoquena, cerca de 300 quilômetros de Campo Grande. Bonito é um lugar de imensa beleza natural. Mas, além do capricho da natureza, o Câmera Record vai conhecer pessoas que tornam essa cidade ainda mais bonita.

A equipe do jornalístico participou de uma pesca de piranhas e experimentou o 'viagra' do Mato Grosso do Sul. Tudo isso e muito mais no Câmera Record, depois de "Caminhos do Coração", às 23h (horário de Brasília).

Veja a noticia na íntegra clicando no link:

http://www.fazendasanfrancisco.tur.br/pantanal/novidades.php

Bom final de semana,

Carol

8 de maio de 2008

Algumas aves para fehcar o dia!







Oi Amigos,



Algumas fotos de ave!



Até mais,



Carol

4 onças-pintadas na Focagem de 06/05/08




Foto Heberton Alves




Da pra acreditar?


Visita técnica Agricultura e Pecuária - Grupo de Africanos






Recebemos a visita de um grupo de africanos aqui na fazenda dia 30/04/08. O Heberton, fotógrafo da fazenda companhou o grupo, que veio através da Operadora Aguas do Pantanal.


O grupo veio na fazenda para conhecer as técnicas aplicadas na criaçao do gado Nelore, Montana e Senepol, através da genética aplicada e tambem as tecnicas aplicadas na produçao de sementes de arroz irrigado.

Meu pai, Roberto Coelho, o MedicoVeterinário Dulcimar Menezes e o Engenheiro Agronomo Darcy Azambuja acompanharam a visita e fizeram palestra sobre os assuntos pertinentes.

Recebemos grupos com estes interesses especificos fazem anos e é interessante observar que eles tem muito interesse em saber sobre as questoes economicas. Sempre perguntam: quanto custa? quanto ganham? Talvez um interesse em particular de aquisiçao de terras no Brasil.

Este perfil de visitante tem aumentando bastante aqui na fazenda. Chamamos de Turismo Técnico.

Ate a proxima. Um abraço pantaneiro!

7 de maio de 2008

Finalizando a montagem do esqueleto da onça-pintada encontrada predada por indivíduo da mesma especie







O biólogo Ricardo Luiz da Costa esta em faze de conclusao da montagem do esqueleto da onça-pintada encontrada predada por outra onça-pintada conforme noticia da postagem anterior.

O trabalho durou meses. Primeiro foi feita a limpeza dos ossos, colocando-os de molho com água sanitária. O proximo passo foi encontrar as peças, como que em um quebra-cabeça, ele foi desenhando a onça, colando, furando, amarrando, para ter o resultado.

Predação de Onça-pintada ( Panthera onca ), por indivíduo de mesma espécie, no Pantanal de Miranda – MS.





Várias questões à respeito do comportamento de onças-pintadas tentam entender como esses animais estão distribuídos ao longo de seu território, levando em consideração os fatores que podem influenciar essa organização no ambiente e o movimento desses indivíduos em uma determinada área.

De acordo com estudos realizados, em um ecossistema como o Pantanal, onde existe uma relativa disponibilidade de presas, as populações de onça-pintada parecem organizar-se entre si por interações sociais manifestadas através de disputas territoriais, as quais algumas vezes podem resultar em comportamentos muito agressivos por parte de alguns indivíduos.

Desde 2003, aqui na Fazenda San Francisco, aspectos referentes à ecologia de onças-pintadas estão sendo monitorados pelo Projeto GADONÇA. Predadores eficientes, as onças-pintadas transitam livremente na área da Fazenda em busca de seu principal alimento no local – capivaras e jacarés. São observadas por milhares de turistas o ano todo, do Brasil e Exterior, em nossos carros abertos adaptados ao Safári Fotográfico.

No dia 23 de novembro de 2007, um fato raro no estudo do comportamento desses carnívoros foi registrado pela primeira vez em 4 anos de atividades do Projeto Gadonça. Uma fêmea adulta de onça-pintada (3 – 4 anos), foi morta e comida por outro indivíduo da mesma espécie. Um comportamento pouco registrado nas diversas pesquisas conduzidas por projetos de conservação de onça-pintada que atuam não só no Pantanal, mas ao longo de toda ocorrência desses animais.

Esse fato levantou uma série de questões e alguns aspectos importantes devem ser considerados.

Acredita-se ser uma evidência onde se tratando de disputa territorial, seja ela influenciada pela abundância de presas no local ou pelo comportamento desses indivíduos em período reprodutivo; a agressividade e a competitividade são um dos fatores decisivos na determinação da dinâmica populacional de onças-pintadas.

Além disso, esse padrão de comportamento pode ser mais frequente do que imagina-se e que informações referentes a este aspecto merecem ser investigadas. Entendendo cada vez mais como essas populações se comportam, soluções efetivas podem ser encontradas para garantir a sobrevivência desses animais à longo prazo.

Ricardo Luís da Costa
Biólogo Projeto Gadonça.

Janeiro de 2008

Mídia internacional visita empreendimentos agroecológicos em MS

Roberto Coelho, proprietario da San Francisco, falando sobre o confinamento bovino.


Chega ao Estado na próxima segunda-feira, dia 5, um grupo de jornalistas estrangeiros que está no País para conhecer a cadeia produtiva de carne. Trata-se da segunda edição do Projeto Imagem MS, uma ação do Conselho Extraordinário de Relações Nacionais e Internacionais (Conex/MS) junto a Secretaria de Produção e Turismo (Seprotur), que articulou o press trip da imprensa a empreendimentos agroecológicos em Bonito, Jardim e Miranda.


Especializados em agronegócio, a visita do grupo é uma oportunidade para promover o Estado no exterior e, principalmente, mostrar a harmonização existente entre sua principal atividade econômica, a pecuária de corte, aliada ao eco-turismo sustentável. Nesta edição participam do Projeto jornalistas da Inglaterra (The Scotsman e Richmond Towers), França (Europolitics e Agence Europe) e Irlanda (The Irish Times).


O programa é uma iniciativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) com a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Em Mato Grosso do Sul o press trip conta o apoio da Fundação de Turismo (Fundtur).


ROTEIRO
Os jornalistas chegaram hoje (2) ao Brasil e foram recebidos em São Paulo pela equipe da Abiec. Neste final de semana a agenda do grupo acontece integralmente em Minas Gerais, onde farão visitas a propriedades com criação de gado zebuíno, além de participar da ExpoZebu 2008, em Uberaba, onde mais de 3 mil zebuínos voltados para a produção de genética estão expostos. A chegada a Mato Grosso do Sul está prevista para segunda-feira (5) quando, inicialmente, visitam pela manhã a unidade do frigorífico Independência Alimentos, em Nova Andradina.


Já em Bonito, à noite, os jornalistas serão recebidos pela secretária de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias. Também participam da recepção o prefeito municipal de Bonito, José Arthur Soares de Figueiredo, e os secretários municipais de Turismo e Meio Ambiente, Augusto Barbosa Mariano e Edmundo Costa Júnior, respectivamente.


No dia seguinte, terça-feira, os jornalistas permanecem em Bonito onde conhecerão a Gruta do Lago Azul, Monumento Nacional tendo sido tombada em 1978 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). No mesmo dia o grupo segue para Jardim em visita ao Recanto Ecológico Rio da Prata. Na fazenda, onde a pecuária e o ecoturismo são integrados, eles serão transportados até a Reserva Particular do Patrimônio Natural. Lá percorrerão uma trilha chegando até a nascente do rio Olho D’Água, uma piscina natural a partir de onde iniciam um percurso de aproximados 2 quilômetros de flutuação até o encontro dos rios Olho D’Água e Rio da Prata.


Quarta-feira (7) a comitiva se desloca para Miranda, com destino a Fazenda San Francisco, um dos atrativos mais significativos do Pantanal Sul-Mato-Grossense. Além de conhecerem in loco a variedade de fauna e flora, da comida regional e do funcionamento real de uma fazenda no Pantanal – cultivo, produção e afazeres com toda a estrutura necessária de conforto e a preocupação com a conservação ambiental – eles serão assistidos por palestras técnicas ministradas por profissionais da própria fazenda, onde serão abordados os potenciais ecoturísticos do município.


A programação no Estado se encerra no dia seguinte, quinta-feira (8), quando visitam as fazendas conjugadas Cacimba de Pedra – Reino Selvagem, também em Miranda. As propriedades formam a única unidade de criação de Jacarés do Pantanal Precoce no mundo considerada modelo no Brasil em produtividade, melhoramento genético e precocidade, com uma produção de seis mil jacarés/ano.


Cristiane Sandim
02.05.08

Assessoria de Imprensa Seprotur
Informações pelo tel. (067) 3318-5053 ou 9242-6937
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4 de maio de 2008

Trilha Interpretativa do Carandá










Queridos amigos!



Esta semana realizei um dos meus sonhos para a fazenda. Criamos a Trilha Interpretativa do Carandá!



Utilizando a estrutura da trilha, colocamos placas, com fotos e textos sobre a fauna pantaneira, o Rio Miranda e suas peculiariedades nos idiomas portuges e ingles.



Esta é uma ideia antiga, que sugiu em um curso da Fundacao O Boticário que fiz em Bonito - MS sobre Interpretaçao do Meio Ambiente e Trilhas Interpretativas.



Esta é a primeira etapa do trabalho. A próxima, vamos fazer com plantas encontradas na trilha.



Nosso guia pantaneiro Jacir de Araújo Leles foi quem arquitetou a colocaçao das placas, por se tratar de local difícil com terreno irregular.



As placas foram criadas pela bióloga Catia Zela de Sá durante seu trabalho aqui na fazenda.


Espero que gostem!



Até a próxima,

Carol

3 de maio de 2008

Surpresa no Globo Reporter

Pessoal! A notícia foi além do que esperávamos. Simplesmente o Ciro falou o nome da fazenda e do Projeto Gadonça no último bloco do Globo Repórter. Ficamos muito surpresos e felizes!!!

Noticias da semana:

Recebemos a visita de estudantes da Faculdade de Turismo da UFMS de Aquidauana onde fiz uma palestra sobre a atividade turistica na Fazenda.

Recebemos a visita de um grupo de Sul-Africanos para conhecer as técnicas implantadas na pecuária e lavoura de arroz irrigado da Fazenda.

Recebemos a visita da Equipe da Record, que veio fazer programa para o Reporter Espetacular.

Recebemos a visita de um grupo de Argentinos que viram e filmaram a onça-pintada, duas, o Oreia e o Grandao, por mais de 10 minutos.

Estas sao as novidades desta semana. Segunda escrevo mais!

Bom final de semana!
Carol