30 de março de 2009

Presidentes da ABETA e BRAZTOA assinam Termo de Parceria durante 31° ECB, em São Paulo


28/03/2009 - 09:21

Presidentes da ABETA e BRAZTOA assinam Termo de Parceria durante 31° ECB, em São Paulo
Jean-Claude Razel – presidente da ABETA e José Eduardo Barbosa, presidente da BRAZTOA assinam termo de Parceria Objetivo é estimular e promover atividades de aventura com qualidade e segurança entre operadoras de turismo, com enfoque para as ações do Programa Aventura Segura e da Campanha do Consumo Consciente.

Os presidentes da ABETA (Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura), Jean-Claude Razel e da BRAZTOA (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo), José Eduardo Barbosa assinaram nesta quinta-feira (26), durante o 31° Encontro Comercial Braztoa, o Termo de Parceria para promoção de atividades de aventura com qualidade e segurança.

Segundo Razel, a parceria representa um reforço para promoção do Brasil como um dos principais destinos do mundo para o segmento de aventura. “Temos hoje quase 180 empresas implementando a norma técnica de Sistema de Gestão da Segurança e a certificação começará ainda este ano. Para comunicar isso ao mercado, a parceria com a Braztoa é fundamental”, acrescenta.

Para José Eduardo Barbosa, o trabalho que vem sendo desenvolvido pela ABETA representa um marco para o segmento no País. “Com esta parceria, a tendência é ampliar o potencial turístico nacional para atividades de aventura, além de benefícios como qualificação e critérios de seleção de fornecedores para os nossos associados”, comenta.

Segundo o presidente da ABETA, os ganhos para as operadoras com a parceria são muitos: fornecedores qualificados, aprimoramento de produto e serviços, redução do risco de acidentes e incidentes nas operações, segurança jurídica e divulgação da operadora como empresa consciente.


A partir da adesão, a operadora deve divulgar a iniciativa entre seus fornecedores e utilizar as normas técnicas de Turismo de Aventura e os mandamentos da Campanha do Consumo Consciente como critérios de seleção de fornecedores.

A Campanha conta com apoio da Associação Brasileira das Agências de Viagem – ABAV, além de parceria com a Adventure Sports Fair e Revistas Adventure Camp, Aventura & Ação, Go Outside, Host, O2 e VO2, Trip e Portal Webventure.

www.aventurasegura.org.br/campanha

ABETA, Rua Rio Grande do Norte 1560 / sala 401, Savassi - Belo Horizonte – MG CEP 30130-171 Tels. (31) 3261-5707 http://www.abeta.com.br/ info@abeta.com.br

SOS Mata Atlântica: restaram somente 7% dela

Municípios gaúchos destacam-se entre os que mantêm cobertura nativa, como Riozinho e Picada Café.

Adair Santos - ABC Domingo Comente esta notícia Letra

Riozinho - Imagine a seguinte situação: um visitante vem até o quintal da sua casa e corta 93 daquelas 100 belíssimas árvores nativas que ornamentam a propriedade, responsáveis por um complexo ecossistema.

Pois foi exatamente isso que aconteceu com a Mata Atlântica desde o descobrimento do Brasil: 92,74% da faixa que se estende das regiões Nordeste ao Sul do País foi simplesmente dizimada. Como se isso não bastasse, os 7,26% restantes estão sendo alvo de um processo destrutivo predatório, executado com maestria pelo homem – e de forma rápida e em larga escala.

Em um cenário de degradação, alguns municípios gaúchos destacam-se entre os que mais mantêm a cobertura nativa. Riozinho, com 35,74% de floresta remanescente, e Picada Café, com 35,23%, estão entre as 150 cidades mais preservadas do Brasil e, no Estado, ocupam a quinta e sexta colocações, respectivamente.

Mas os dados dos municípios no Brasil não chegam a ser um elogio, na avaliação do diretor de Mobilização da organização não-governamental SOS Mata Atlântica, Mario Mantovani, pois não são os que mais preservaram a Mata Atlântica, e sim os que menos conseguiram degradar. ‘‘A maioria dos casos é porque foram incompetentes para destruir, não quer dizer que são os que mais preservaram. São os municípios que Deus ajudou. Se dependesse de política pública de preservação, estava tudo no chão’’, lamenta.

A mata possui uma biodiversidade impressionante, abrigando habitantes ilustres, como o mico-leão-dourado, onça-pintada, bicho-preguiça, capivara, tamanduá-bandeira, tatu peludo, jaguatirica, o gato e o cachorro-do-mato, além de outros moradores menos conhecidos, mas igualmente importantes. Juntam-se à lista a garça, o tucano, araras, beija-flor, periquitos, jararaca, o jacaré do papo amarelo, a cobra-coral, o sapo-cururu e peixes famosos, como o dourado, o pacu e a traíra.

Outro dado impressiona: 70% da população brasileira está concentrada em regiões de domínio deste tipo de mata. Tamanha riqueza sempre despertou interesse do homem. Como um lutador atacado de forma desleal por vários oponentes, a mata historicamente sofreu duros golpes de todos os lados. As espécies florestais madeireiras instigaram a cobiça e fizeram fortunas. Geraram empregos e desenvolvimento, é verdade, mas fica a reflexão: a que custo?

Índios, vítimas do desmatamento‘‘Das matas, retiramos a caça e também os remédios. As árvores são importantes para nós e também para os bichos’’. O índio M’byá-Guarani Alberto Orizuela, 76 anos, resume de forma direta o significado da natureza para ele e para as cerca de 100 pessoas que residem nas reservas de Quilômetro 45 e Campo Molhado, em Riozinho.

Para alguns turistas, a Mata Atlântica é apenas uma paisagem a ser admirada e fotografada. Mas para esses indígenas, é sinônimo de sobrevivência pois, mesmo recebendo auxílio do governo federal, Estado e município, ainda mantêm hábitos de caça e pesca herdados dos ancestrais.

Os índios de Riozinho não precisam assistir à televisão ou ler jornais para perceber os estragos que o homem vem desencadeando nos últimos séculos. Necessitam apenas olhar ao redor para concluir que as coisas não são mais como antigamente: a cobertura vegetal é cada vez menor e espécies de animais antes comuns hoje são cada vez mais raras. Isso que ambas as reservas estão encravadas em um dos municípios que mais preservam a Mata Atlântica, Riozinho.

As 20 pessoas que habitam a área no Quilômetro 45 mantêm, nos fundos das casas construídas pela prefeitura, plantações de aipim, batata e hortigranjeiros. O artesanato ajuda a reforçar a renda dos remanescentes deste povo que, séculos atrás, habitava boa parte do território nacional.

Em 1500, na época do descobrimento do Brasil, estima-se que o número de índios era superior a 1 milhão mas, hoje, foi reduzidoa460 mil pessoas (que perfazem cerca de 0,25% da população brasileira).Além disso, conforme a Fundação Nacional do Índio (Funai), há entre 100 mil e 190 mil indígenas vivendo fora das reservas, inclusive em áreas urbanas.

No rastro de uma pegada

No rastro de uma pegada

A ânsia em descobrir o felino dono de uma pegada deixada na Reserva Biológica Estadual do Aguaí, na Serra Geral, deu início a um surpreendente estudo no Sul do Estado.

O resultado de cerca de dois anos de pesquisas revelou uma riqueza de mamíferos e um inventário de animais que nem mesmo comunidades próximas à área tinham conhecimento.A pegada encontrada em 2005 pelo montanhista José Carlos dos Santos Júnior foi o primeiro passo para ele e a bióloga Micheli Ribeiro Luiz darem início ao Projeto Felinos do Aguaí.

A dúvida se a marca seria de uma onça pintada ou de um puma (leão baio) foi suficiente para eles começarem o mapeamento em aproximadamente 7.672 hectares de mata (cerca de 10 campos de futebol).A área analisada abrange os municípios de Treviso, Siderópolis, Nova Veneza e o limite a oeste com Bom Jardim da Serra, na Serra Catarinense.

O desafio dos pesquisadores é conseguir catalogar as espécies e promover uma convivência mais harmoniosa entre comunidade e animais com o objetivo de evitar a caça predatória e a consequente extinção.Conforme os pesquisadores, os felinos estão no topo dessa cadeia alimentar e são essenciais à manutenção e ao equilíbrio desse ecossistema.

– Nos preocupa a caça predatória a essas espécies em razão de ataques a animais domésticos. Como em Bom Jardim da Serra, onde as ovelhas estavam sendo atacadas pelos felinos por falta de comida. Por consequência, esse predador era caçado pelo homem. A redução da cadeia alimentar acontece devido a mudanças de hábitos das espécies – esclarece Micheli.

Genética dos animais também é avaliada

Na etapa inicial do estudo, realizada entre os anos de 2006 e 2008, foram catalogadas 10 espécies de mamíferos de médio e grande porte na reserva e descobertos animais como tatu, cateto, irara, gato do mato pequeno e gato-maracajá.

Agora, a intenção é “afunilar” as pesquisas. A segunda parte dos trabalhos foi retomada em janeiro deste ano e se intensifica na Serra. A área de estudos se amplia, e o estado de conservação genética dos animais também será avaliado.Desde o início, as Empresas Rio Deserto patrocinam o projeto Felinos do Aguaí. Todos os anos são investidos R$ 14 mil nas pesquisas.

A intenção da mineradora é estender os estudos. Conforme a analista de marrketing, Priscila De Stefani, o objetivo é reverter os danos causados – direta e indiretamente – pela mineração na Região Carbonífera.

ana.cardoso@diario.com.br
ANA PAULA CARDOSO Criciúma

28 de março de 2009

Imasul e Embrapa Pantanal analisam dispersão do mexilhão-dourado no Estado

Por Fabio Pellegrini, do Notícias MS

Equipe técnica da Gerência de Recursos Pesqueiros e Fauna (GRPF) do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), em conjunto com cientistas da Embrapa Pantanal, vem pesquisando e monitorando a dispersão do mexilhão-dourado, uma praga que chegou ao Pantanal através de embarcações intercontinentais e corre o risco de se alastrar pelo biomas brasileiros, prejudicando a economia da pesca e do turismo.



O mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei) é um molusco de água doce, nativo dos rios Sudeste da Ásia, em especial da China. Com grande força reprodutiva e sem inimigos naturais no Brasil, ele foi trazido há mais de 15 anos para a América do Sul, na água de lastro de navios cargueiros, e já provoca graves danos ambientais e econômicos em nossos rios e lagos, inclusive em Mato Grosso do Sul.



O que torna o mexilhão dourado uma espécie invasora tão perigosa é a grande força reprodutiva e o fato de não encontrar inimigos naturais. Ele não serve para a alimentação humana, ocupa o lugar de espécies nativas e afeta todo o ecossistema invadido.



A Gerência de Recursos Pesqueiros e Fauna do Imasul, em seu trabalho de monitoramento da piracema no rio Miranda, já havia constatado a presença do molusco em galhos, pedras e no estômago de algumas espécies de peixes na região do Passo do Lontra (município de Corumbá) e do Barranco Branco (município de Miranda).



O grupo então resolveu atuar em parceria com a Embrapa Pantanal no monitoramento da dispersão do mexilhão dourado mapeando as áreas de ocorrência. Desta forma, foram encontrados no Rio Miranda indivíduos adultos de mexilhão dourado aderidos em pedras, galhos e no estômago de peixes das espécies pacu e armao até a região da Baía da Pedras, próximo ao Barranco Branco.



Atenção pescadores



Além do prejuízo ambiental, o mexilhão traz perdas para as atividades econômicas que dependem de recursos hídricos, como geração de energia, tratamento de água e até a pesca, porque é capaz de entupir motores de embarcações, encanamentos, sistemas de irrigação, sistemas de resfriamento de indústrias e hidrelétricas, além de afundar tanques-rede e bóias sinalizadoras de navegação. Pode, ainda, vir a prejudicar o turismo, caso se fixe em áreas aproveitadas para tal atividade.



O mexilhão não nada, por isso depende da ajuda humana para se disseminar. O molusco pode ser transportado nos cascos de barcos, depósitos de água para limpeza das embarcações, viveiros de iscas vivas, raízes de plantas aquáticas e equipamentos de pesca.




Assim, conforme os barcos viajam, levam juntos mexilhões adultos incrustados em equipamentos ou suas larvas imperceptíveis na água utilizada dentro do barco. Logo, entre outras providências, as ações de controle do molusco terão, necessariamente, de sensibilizar o público que transita pelos rios da região, a fim de que adote medidas para evitar o transporte involuntário do animal.



A pesquisadora Marcia Divina de Oliveira, da Embrapa Pantanal, explica, que no Pantanal, as condições ambientais são favoráveis ao invasor: “Na sub bacia hidrográfica do rio Miranda, o mexilhão se desenvolve muito bem, pois são águas calcárias. No rio Salobra por exemplo, afluente do Miranda na região da Serra da Bodoquena, com água transparente, a condição é perfeita para a ploriferação da espécie invasora”.



Márcia explica que a parceria com o Imasul visa o desenvolvimento de uma pesquisa conjunta que fará um inventario da fauna aquática e analisar as espécies nativas e invasoras e a qualidade da água das sub bacias, para tentar avaliar o impacto ambiental do mexilhão-dourado.



“Enquanto as pesquisas vão sendo realizadas, os pescadores devem fazer a sua parte no combate ao invasor”, explica Selene Albuquerque, pesquisadora do Imasul. Ela ressalta que os mexilhões-dourados começam a se reproduzir com apenas meio centímetro de tamanho, por isso, não percebemos a presença deles.



Confira o que deve ser feito no combate a essa praga:



Retirar qualquer vegetação e incrustação encontradas dentro e fora do barco ou do reboque;


Lavar o casco, viveiros e outras partes do barco e do reboque com água sanitária, sempre que sair de um local de pesca para outro. Deve-se colocar uma colher de sopa para cada litro de água, ou um litro de água sanitária para vinte de água;


Esvaziar, sempre em terra, qualquer reservatório de água que esteja no barco, inclusive os de iscas vivas;


Lavar os equipamentos e redes antes de usá-los em outros rios e lagos;


Não deixar a água utilizada na lavagem dos barcos e equipamentos escorrer para galerias de drenagem ou outros rios e lagos;


Não devolver para o rio nenhum resíduo de limpeza do barco. Colocá-los sempre em terra, distante da margem;


Pintar o casco com tinta antiincrustante que não tenha a substância TBT, que é cancerígena;


Verificar sempre se há presença de inscrustações no barco e raspá-las quando encontrá-las;


Tratar com cloro as águas usadas para limpeza e consumo a bordo.




Para saber mais, acesse http://www.imasul.ms.gov.br

8 de fevereiro de 2009

Opss.... foto do Urubu Rei do Edi e Lu

Obrigada Lu e Edi pela visita e por ceder as fotos para todos! Voltem sempre aqui... e, tragam fotos como essa... kkkk








Fotos do Pantanal * Fazenda San Francisco...

Queridos leitores do blog... estou saindo de férias e deixo aqui de despedida um email com um pouquinho mais de fotos! Fotos tiradas esta semana na Fazenda San Francisco. Tambem uma foto da Lu e do Edi do Urubu Rei, vao ser sortudo assim... morando em Sao Paulo ha 2 anos chegam na Fazenda e dao de cara com um Urubu Rei, coisa que eu nunca vi aqui! Esse é o mistério da Natureza!!! Um abraço e até a volta!