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6 de fevereiro de 2013

[Pousada e Passeios no Pantanal Sul] Ave Alma-de-Gato predada por Jiboia na sede da Fazenda San Francisco


Continuando a Série Encontros no Pantanal do Facebook da Fazenda...

Fato inédito aconteceu hoje na Fazenda San Francisco. Uma ave conhecida como Alma-de-gato foi predada por uma jiboia.


 
Esta ave é chamada assim pois seu canto se assemelha ao gemido de um gato. A ave que estava pulando de galho em galho próximo a sede da Fazenda San Francisco foi detectada percepção de seu movimento e do seu calor e foi surpreendida por uma Jiboia, cobra que alimenta-se de pequenos mamíferos (principalmente ratos), aves e lagartos que matam por constrição, envolvendo o corpo da presa e sufocando-a. A boca da jiboia é muito dilatável e apresenta dentes serrilhados nas mandíbulas, dentição áglifa.



A digestão é lenta, normalmente durando sete dias, podendo estender-se a algumas semanas, durante as quais fica parada, num estado de torpor. É um animal muito dócil, apesar de ter fama de animal perigoso, não é peçonhenta e não consegue comer animais de grande porte, sendo inofensiva. É muito perseguido por caçadores e traficantes de animais, pois tem um valor comercial alto, como animal de estimação.




O Projeto Jiboia, com sede em Bonito MS realiza um belo trabalho de concientizacao sobre a importância das cobras para o meio-ambiente, saiba mais em http://www.projetojiboia.com.br/

Foto – Elmo Silva

Texto – Carol Coelho

Saudações pantaneiras, Carolina Coelho

8 de junho de 2012

Onça-pintada “Borboleta” avistada com filhote na Fazenda San Francisco


Domingo passado (03/06/2012) foram avistados na volta do passeio de focagem a onça-pintada “Borboleta” e seu pequeno filhote de aproximadamente três meses de idade!




Borboleta é uma fêmea jovem que começou a ser avistada aqui na Fazenda San Francisco a partir de meados de 2010. Na época ela ainda era desconhecida e não sabíamos muito sobre ela, tendo sido registrada por visitantes em algumas ocasiões (veja as fotos). Comparando essas primeiras fotos de visitantes com fotos de armadilhas fotográficas e fotos de alguns guias da Fazenda San Francisco, foi possível identificá-la e batizá-la. Ela recebeu esse nome graças às malhas na sua testa que formam o desenho de uma borboleta.






Em março do ano passado ela foi vista na beira do Corixo São Domingos esturrando com muita freqüência, alguns dias antes do pico da cheia de 2011. Dois meses depois, em maio de 2011, ela foi “capturada” em fotografias tiradas por uma de nossas armadilhas fotográficas visitando a mesma carcaça predada que outra fêmea. A diferença entre as capturas foi de aproximadamente 50min, e cada fêmea ficou por volta de 30min se alimentando da mesma presa. Embora não seja possível determinar qual a relação entre essas duas fêmeas olhando apenas as fotos, a Borboleta visivelmente era menor e mais jovem que a outra, podendo ser filha da fêmea maior.



Lado direito e esquerdo da Borboleta (fotos de armadilha fotográfica) evidenciando a assimetria das malhas
Depois disso ela foi observada nos passeios realizados no Corixo São Domingos diversas vezes em 2011, até chegar o comecinho de dezembro quando ela foi vista acasalando com o nosso velho conhecido, o Grandão. Na época ficamos muito felizes, pois fazia alguns anos que esse macharrão não era visto na Fazenda San Francisco, e essa era a prova de que ele continuava vivo por aí. Passou mais um mês e novamente Borboleta era vista no Corixo São Domingos acompanhada de um macho, porém dessa vez era o Oreia, a onça-pintada mais famosa do Pantanal! Infelizmente pra ele, dessa vez a Borboleta não estava nada receptiva e eles não acasalaram. Na época pensei que isso poderia ser um sinal de que ela já estivesse prenha desde os encontros com Grandão. Depois dos dias que ela foi vista como Oreia não tivemos mais nenhum avistamento confirmado dela (onças foram vistas algumas vezes na área dela, mas sem que fosse possível confirmar a identificação).






Agora, praticamente seis meses depois de seu encontro amoroso com Grandão, ela foi vista novamente acompanhada de um filhote pequeno. Sabendo que a gestação da onça-pintada dura cerca de 3 meses e meio, se ela fiou prenha naqueles encontros com o Grandão, esse filhote deve ter nascido em meados de março e teria agora quase três meses de idade. Nessa semana estamos espalhando armadilhas fotográficas na área onde ela foi vista com o objetivo de conseguir novos registros dela e seu filhote. Espero poder postar em breve mais novidades...



Texto: Henrique Villas Boas Concone

Agradecimentos pelas fotos: Fernando Monteiro, Tânia Pereira, Edwin Leijnse, Cynthia Manders, Edir (Didi) Alves, Gabriel Massocato, Roberta Coelho



18 de março de 2011

Pantanal - Revendo a Onça-pintada Dora...

Dora é uma onça-pintada fêmea que foi capturada pelo Projeto Gadonça em 2003, quando tinha cerca de três anos, uma jovem onça que iniciava a fase adulta de sua vida estabelecendo área de vida em parte da Fazenda San Francisco. Ela foi monitorada pelo Projeto Gadonça por rádio-colar por pouco mais de três anos, período que pudemos registrar encontros dela com um macho também capturado pelo Projeto Gadonça no ano de 2004 (o macho Tora).

No início de 2005 (mais precisamente em abril), durante monitoramento dela, conseguimos avistar a Dora com um filhote de aproximadamente quatro meses de idade, sua primeira cria.

Graças ao monitoramento por rádio entre os anos de 2005 e 2006, pudemos acompanhar toda sua movimentação junto com seu filhote (uma fêmea) até o período de separação das duas que ocorreu entre maio e agosto de 2006.

Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, a independência do filhote em relação à mãe não é pontual, um belo dia resolve ir embora e ponto, não, esta separação se dá de forma gradual e pode se estender por alguns meses.


De 2003 pra cá se passaram oito anos, e ela é agora uma senhora de respeito (cerca de doze anos de idade) que continua a habitar uma parte da Fazenda San Francisco. Nesse período ela foi vista com pelo menos mais duas ninhadas diferentes (aparentemente com apenas um filhote em cada) e neste dia 08 de março ela foi vista novamente acompanhada de um macho adulto. Vou descrever abaixo os acontecimentos dos últimos dias, sendo que nos dois últimos eu não estava presente e relato apenas as impressões dos guias Leandro, Gabriel e Emerson que estavam presentes.

Nesse feriado prolongado de Carnaval, tivemos a visita de Marcos, seu filho João, sua mãe D. Helena e a babá Jake, que vieram pra Fazenda San Francisco com o objetivo específico de tentar ver uma onça-pintada (quanta responsabilidade!). Durante a estadia dessa família querida, juntaram-se a nós mais dois casais de pessoas “loucas” pra ver também Dona Onça: Rodrigo e Juliana, e Ricardo e Aline.

Na tarde de 07 de março o passeio regular de Safári Fotográfico conduzido pelos guias Roberta e Armando conseguiu ver a onça-pintada Dora na beira de uma mata que fica margeando um canal de irrigação, perto do famoso “Capão do Pintada”. Todos no Safári puderam vê-la bem (fotos da Roberta abaixo) e assim que Roberta e Armando voltaram, eles chamaram as três famílias acima mais eu, e lá fomos nós até a Dora. Já estava escurecendo, mas conseguimos vê-la ainda, tomando um belo banho de língua, no estilo gato de casa!



No dia seguinte pela manhã (08 de março) saímos por volta das 06h00 da manhã (o mesmo grupo acima, mas acompanhados do guia Giuliano) pra tentar ver Dora novamente. Seguimos até o “Capão do Pintada” e lá encontramos apenas as batidas (rastros) dela. Continuamos andando pelas áreas da Fazenda San Francisco que fazem parte do território de Dora, e entre a “Bomba do Meio” e o “Zé Paulino” encontramos batidas recentes de um macho e uma fêmea adultos. Nesta saída matutina vimos apenas indícios de onça, mas estes indícios é que nos ajudaram na próxima saída, à tarde.


Eram 16h30 quando saímos novamente atrás de onças-pintadas. Demos uma bela volta pela fazenda até chegarmos à “Bomba do Meio” perto do pôr-do-sol. Esperamos no mirante da bomba até o sol baixar pra que ele não ficasse de encontro com a gente, e então seguimos pela estrada em direção ao “Zé Paulino”. Já estávamos com o facho de luz conectado na Jaguatirica (carro especial para safáris fotográficos), mas como ainda era claro eu não o tinha ligado.

Andamos uns dois ou três minutos e o Rodrigo me perguntou onde deveriam procurar a onça. Eu respondi que como a água estava em toda a área menos no aterro da estrada, se a onça estivesse por ali, estaria provavelmente na margem da estrada, fora da área alagada (apesar de onça-pintada gostar bastante de água). Logo em seguida acendi o facho de luz (o famoso cilibim) e comecei a jogar luz por baixo dos pés de Chico Magro (Guazuma tomentosa) pra tentar encontrar algum animal. Acho que não andamos nem 300m com o cilibim ligado quando graças à luz encontrei não uma, mas duas onças-pintadas (!) embaixo de um Chico Magro, deitadas uma do lado da outra! Paramos o carro imediatamente e aí todo mundo tentava ver o que era, onde estavam, eram duas mesmo (me perguntaram). Logo que as encontrei, uma delas já saiu rapidamente e entrou na parte alagada, por trás da vegetação e ficou sumida um tempo.

Depois de um tempo, todos conseguiram vê-la bem, e aí vimos que se tratava da Dora novamente. Mas agora ela estava acompanhada de alguém... Dora começou então a andar pra frente e pra trás, saindo mais no limpo e voltando pros arbustos, e rosnando bastante. Algumas vezes consegui vê-la urinando com o rabo bem levantado, um comportamento conhecido como “spraying”, usado como forma de comunicação com outro animal, indicando, por exemplo, o estado reprodutivo dela (cio ou não, etc.).

Passado algum tempo naquele vai-e-vem, finalmente a segunda onça mostra sua cara! Era um belo macho adulto, bem maior do que a Dora! Ele a seguia um pouquinho, com ela rosnando bastante, aí tentava uma aproximação e era repelido com um ronco mais forte, até trocarem algumas gentilezas (gentileza de onça é a velha patada mesmo!) e se apartarem por um tempo.

Foi até engraçado, depois desse chega-pra-lá da Dora a impressão que tive é que o macho ficou meio sem graça e se afastou, com cara de cahorro que caiu da mudança. Deu a volta num arbusto e deitou fora da nossa vista. Aí parece que a Dora percebeu que tinha exagerado e foi atrás dele, deitando-se perto dele. Passaram algum tempo ali tomando banho de gato, sem muito mais desentendimentos. Foi então que resolvemos dar a volta, ir embora e deixar o casal à vontade. Tudo em silêncio, exceto pelo barulho do motor do carro na hora da partida. Só quando já estávamos quase na “Bomba do Meio” que a euforia tomou conta do grupo, e todos comemoramos as cenas vistas.



Mas os acontecimentos da semana da onça não pararam por aí... Dia seguinte, quarta-feira de cinzas, na focagem regular com hóspedes da Fazenda San Francisco, os guias Gabriel e Leandro se encontraram também com o casal de onças-pintadas a 500m de distância de onde as vimos. Segundo os relatos deles, as onças estavam bem mais nervosas, e as trocas de gentilezas mais intensas.

O macho chegou até a fazer um “display” de força e dominação ao arrancar roncando em direção ao carro de passeio. Não se preocupem, pois nada aconteceu, mesmo porque os guias são bastante experientes e mantinham uma distância segura de pelo menos quinze metros das onças, justamente para que elas não se sintam ameaçadas e possam se comportar naturalmente sem se preocupar com carros e visitantes. Depois de vê-las por um tempo, eles notaram que dois animais vinham vindo pela estrada lado a lado e, pasmem, eram mais duas onças-pintadas!

Pulemos a quinta-feira, e chegamos na sexta-feira, onde novos avistamentos de onça-pintada aconteceram. Desta vez estavam os guias Emerson e Leandro conduzindo a focagem noturna. Quando estavam na metade da estrada do Lobão, o Emerson avistou graças ao brilho dos olhos, três animais juntos na taipa do canal de irrigação, e eram três filhotões de onça-pintada! Este avistamento foi mais breve, mas os animais não estavam tão longe assim, e as pessoas presentes puderam vê-los.

Agora, ficam algumas questões não entendidas. De quem são esses filhotes? Serão da Dora? Será que dois deles é que estavam se aproximando da Dora e do macho na quarta-feira? Será que por isso a Dora não estava tão receptiva ao macho, porque ela ainda está acompanhada de seus filhotões, e quer mantê-los a salvo de problemas com machos adultos?

Conseguir responder a algumas destas perguntas é um desafio, mas estamos tentando identificar os outros animais avistados a partir de câmeras colocadas em pontos que os animais freqüentam. Ainda não conseguimos identificar o macho que estava com Dora, mas estamos comparando as fotos que o Rodrigo tirou com o banco de dados do Projeto Gadonça pra tentar identificá-lo.

Espero postar em breve algumas respotas...


Texto: Henrique Villas Boas Concone - Biologo Mestre em Ecologia e Conservação

Fotos: Carol Coelho, Roberta Coelho, Henrique Villas Boas Concone e Rodrigo Figueiredo

Roberta Coelho é fotógrafa amadora, turismologa, guia bilingue especializada em Pantanal, conheça melhor em: Bichos Pantaneiros.

Rodrigo Figueiredo é fotógrafo profissional e visitante da Fazenda San Francisco - especializado em fotos sub-aquáticas, conheça melhor em: www.xdivers.com.br


4 de março de 2011

Um "causo" de onça...

Eram cerca de 18h30 (28/02/2011) quando os guias da Fazenda San Francisco me chamaram pra ir atrás da onça-pintada. Eles tinham acabado de voltar do Corixo São Domingos, onde estavam pescando piranhas para alimentar o Tuca: Tuiuiú que está sendo reabilitado após período de recuperação no CRAS/MS - veja no Blog Bichos Pantaneiros.

No fim da pescaria, começaram a escutar uma onça-pintada esturrando (vocalização de onça chama esturro), fora da mata do corixo, no sentido das invernadas da fazenda, mas bem perto de onde estavam. O que você faria nesse momento? Não faço idéia, mas se você é um guia pantaneiro da Fazenda San Francisco, mesmo que já tenha visto o animal várias vezes antes em diferentes tipos de situação, você vai fazer o óbvio... Vai tentar ver de novo!

Foi aí que eu entrei na história. Recebi o recado de que os guias que estavam no Corixo São Domingos (Giuliano, Elmo, Armando, e Emerson) mais os biólogos Gabriel e Kefany, iriam tentar encontrar a onça-pintada indo de carro até onde se acreditava que ela estivesse.

- Vamos ver o bicho? – foi o que o Giuliano me perguntou

- Vam’bora! – respondi

Saímos então os sete, um grupo de pessoas que trabalham no Pantanal e que fazem do avistamento de animais e da paisagem pantaneira seu cotidiano, mas que mesmo ao final de um dia de trabalho, todos partilhavam da mesma adrenalina, da mesma emoção da busca pelo animal mais cobiçado por visitantes (e guias também, por que não?) do Pantanal.

Fomos até um ponto, na Invernada do Corixo, onde paramos o carro e escutamos. O sol já estava quase sumindo, e os mosquitos já estavam se amontoando. Passou mais um tempinho, o Armando começou a imitar a vocalização da onça-pintada usando um esturrador (instrumento parecido com uma cuíca, com som bem grave), pra vermos se ela responderia. Passou mais meia hora mais ou menos, nada de resposta, e a doação de sangue aos mosquitos continuou...

- Vambora que tem pouco mosquito aqui, e eu gosto de muito! – falou o Giuliano.

Essa era nossa deixa pra irmos embora, ou pelo menos tentar...

O que poderia acontecer numa estrada de terra, cheia de valetas, no meio de uma invernada de gado, depois de um mês de fevereiro com mais de 300 mm de chuva? Pois é, isso mesmo, atolamos... Não sei dizer ao certo mais quanto tempo passamos ali tentando sair, cavando em volta das rodas pra desatolar, cortando galhos pra calçar as rodas, talvez uma hora, talvez menos. Posso dizer que apesar de não ser o programa ideal pra um fim de tarde, foi divertido, o grupo trabalhando junto pra sair, na base de brincadeiras e piadas, bem ao estilo pantaneiro. Passado esse tempo de luta contra o atoleiro, o veredicto foi dado, só um trator pra resolver.

Fomos embora a pé, e com a ajuda de uma lanterna, chegamos de volta na sede depois de mais ou menos quarenta minutos andando. Caminhada rápida e divertida, apesar das condições de lama e garoa fina, novamente graças ao espírito dos pantaneiros e suas brincadeiras (leia-se principalmente o guia Elmo - quem conhece sabe do que estou falando).

E a onça? Já ia esquecendo, não vimos não. Pelo menos não ontem à noite.

Mas hoje de manhã, a história teve outro final...

Hoje cedo recebi novo recado do escritório:

- O Giuliano pediu pra te avisar que ele e o Elmo estão lá no Corixo São Domingos escutando a onça esturrar – falou a Kefany

- É mesmo? – respondi (será que dessa vez vai? – pensei)

Como dizem os antigos, quem não arrisca não petisca! Parti pro Corixo São Domingos pra encontrar com eles. Assim que cheguei, minha primeira boa surpresa, ela estava acabando de dar uma esturrada!

- Escutou? – perguntaram os dois, quase em coro

- Caraca! Só escutei o fimzinho... – respondi

Passaram mais cinco minutos e ela começou de novo, desta vez ouvi alto e claro, desde o início, o belo esturro da onça-pintada! Mais cinco minutos de novo, ela voltou a esturrar. Aí, não teve jeito, nós três nos olhamos pensando a mesma coisa:

- Vamos até ela!

Pulamos na Vira-Lata e subimos o Corixo São Domingos até onde eles haviam escutado ela ontem. Paramos lá, motor desligado, segurando na vegetação pra correnteza não nos arrastar pra baixo. Deu uns dez minutos, ela esturrou corixo acima, não muito longe de onde estávamos. Esperamos. O tempo passou (15 min?) e nada mais de esturro. Mas será possível? De novo ela ia atiçar a gente, mas não ia se mostrar? Resolvemos subir mais um pouco, até onde achamos que vinham os esturros, mas paramos na margem oposta, onde parecia haver uma trilha, apesar da inundação ter tomado a maior parte da mata. Queríamos ver pelo menos uma batida (rastro em “pantanês”). Mas não havia nada, só água.

- Acho que ela logrou a gente de novo. Vam’bora! – disse o Giuliano

Foi a palavra-chave! Nem bem resolvemos ir embora, ela começou a esturrar de novo. Do outro lado do corixo, a cerca de 50m da gente, corixo abaixo! Aí foram umas quatro ou cinco esturradas em menos de dez minutos! Estava tão claro que não tinha mais jeito de dar errado, ela só podia estar na beira do corixo. Então fomos soltando a vegetação e deixando o barco rodar pra tentar vê-la sem fazer barulho. Elmo foi o primeiro:

- Olha lá ela!

- Onde? – perguntei

- Bem ali, entre o acuri e a outra árvore! Dá pra ver o peito branco dela!

- (Que m. não estou vendo nada!) – pensei – Eu não ’tô vendo – respondi

- Chega aí Giuliano que você vai ver – falou o Elmo, meio que desistindo do “ceguinho”

- Caraca! Agora eu ’tô vendo – sussurrei

E nisso o barco descia lentamente enquanto a gente passava por onde ela estava. Ela parecia também não acreditar no que estava vendo:

- Da onde saíram esses três? (será que foi isso que ela pensou?)

Depois de descermos bem pra baixo de onde ela estava, Elmo ligou novamente o motor e subimos bem de manso pela outra margem até passarmos por ela. E aí nos aproximamos mais um pouco e paramos segurando nos galhos de uma árvore. E ali pudemos ver ela muito bem. Que animal lindo! Uma fêmea, não muito velha, pelo que deu pra reparar de sua dentição bem branca e pontiaguda. Ficamos ali os quatro, naquela admiração, pelo menos da nossa parte... Ela parecia bem tranqüila e também ficou nos olhando por um tempo, até resolver sair dali. Saímos também, e enquanto a gente comemorava e se cumprimentava pela beleza do momento que a gente tinha compartilhado, ela nos lembrou de que ainda estava por perto, e nos brindou com mais um belo esturro lá de dentro da mata alagada.

- (Êta bicho poderoso) – pensei comigo mesmo

P.S.: É por isso que resolvi contar tudo desde ontem, pra vocês terem idéia de que não é fácil ver um animal como a onça-pintada, e que se você tiver visto uma aqui na Fazenda San Francisco, pode ter certeza de que os guias que estavam te acompanhando ficaram tão felizes (ou mais) quanto você!

22 de fevereiro de 2011

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Fazenda San Francisco: Empresa Certificada em Gestão da Segurança

Queridos Amigos e Parceiros do Turismo,

Depois de longos 3 anos de processo de Certificação, diversas melhorias e adequações, a Fazenda San Francisco recebe a CERTIFICAÇÃO EM GESTÃO DE SEGURANÇA através do Programa Aventura Segura, Abeta e SEBRAE. A empresa certificadora é a ABNT Certificadora e o INMETRO. Garantam aos seus clientes um produto com qualidade de serviços, instalações e segurança nas atividades oferecidas.

SOMOS A ÚNICA EMPRESA CERTIFICADA EM GESTÃO DA SEGURANÇA NO PANTANAL.

Um Abraço Certificado da Pantaneira,

Carol Coelho

18 de fevereiro de 2011

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] A interação das seriguelas com os animais do Pantanal




A convivência milenar do ser humano com os animais realmente é um evento fantástico. Seja em ambiente rural ou urbano a convivência com cães, gatos, papagaios, galinhas e uma infinidade de outras espécies é tolerável, graças ao respeito adquirido pelos nossos antepassados.



É comum a nossa relação sem conflitos com os animais selvagens aqui na Fazenda San Francisco, conseqüência do respeito e confiança que eles adquiriram sob nossa presença.




A proximidade com animais como a ema, papagaio, lobinho, tatu e tuiuiú, torna-se rotina em nossas vidas, e assim, cenas que para muitos visitantes da Fazenda, podem ser consideradas algo verdadeiramente encantador, muitas vezes, passa despercebido em nosso cotidiano.



Porém esses dias uma visitante de peso nos encheu de felicidade. Uma anta (Tapirus terrestris) foi vista circulando bem próximo à casa dos funcionários da Fazenda a procura de uma fruta bem comum em nossos quintais, a seriguela (Spondias purpurea).


Se de dia são as araras, carneiros e emas que se aproveitam do fruto, a noite são as antas que vem em busca de um “fast food” fácil. Em suas visitas noturnas as antas podem comer dezenas de frutos da seriguela caídos no chão.



Aproveitando a sua aproximação, conseguimos apresentar nossa mais nova visitante aos turistas. Por várias vezes nas noites de focagem noturna a nossa boa companheira serviu para uma boa aula de educação ambiental e assim, manteve o bom relacionamento entre o homem e natureza.


Por: Gabriel Fávero Massocato
Fotos: Carol Coelho e Rafael Hoojesteijn

3 de janeiro de 2011

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Ana Hickmann realizou um sonho de infância: conhecer o Pantanal



Ana Hickmann realizou um sonho de infância no programa Tudo É Possível, da Record, deste domingo (dia 2).

Em dois dias de viagem, ela conheceu o Pantanal, no Mato Grosso do Sul, e viu de perto animais selvagens e uma das mais ricas paisagens do planeta.

Na aventura, a apresentadora saiu em busca do desafio de ficar frente a frente com uma onça pintada, o maior felino das américas, que está em extinção.

- Seguimos as pegadas de uma onça adulta, que pode chegar a dois metros de comprimento e 160 km.

Ana mostrou as paisagens do local e até conversou com pessoas atacadas pelo animal.

- A ansiedade e o medo tomaram conta de mim. Em apenas dois dias de viagens, respirei ar puro e percebi o quanto é importante preservar o meio ambiente para ter um futuro. Vivi momentos de pura emoção a pé, de carro em um safári e de barco.

Ela ainda pescou piranha, aproximou-se de sucuris, alimentou águias e jacarés, conduziu uma boiada, tocou berrante e comeu com boiadeiros. Veja como foi a aventura completa e descubra o que Ana e a equipe do programa aprontaram por lá:

http://entretenimento.r7.com/bichos/noticias/ana-hickmann-busca-onca-alimenta-jacare-e-conduz-boiada-no-pantanal-20110102.html

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Ana Hickmann realizou um sonho de infância: conhecer o Pantanal

30 de dezembro de 2010

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] IMPERDÍVEL neste DOMINGO: Ana Hickmman começa 2011 no Pantanal Sul

"Vi animais que nunca pensei em ver soltos na natureza. Fiz coisas que poucas mulheres da cidade grande fizeram. O que posso dizer é que poucos lugares são como a Fazenda San Francisco. As pessoas são de uma doçura e simpatia! Vale a pena conhecer o povo pantaneiro.", disse Ana Hickmann quando esteve no Pantanal Sul.



IMPERDIVEL: A reportagem será apresentada neste próximo dia 02 de Janeiro de 2011, 12h - horário de Brasilia no Programa Tudo é Possivel - para começar o ano com tudo.



Veja a chamada da reportagem no link

http://entretenimento.r7.com/tudo-e-possivel/noticias/ana-hickmann-visita-o-pantanal-notudo-e-possivel-deste-domingo-2-20101229.html







Não percam!!! Divulgem!!!

Abraços e Ótimas Festas, Carol

Fazenda San Francisco Miranda Pantanal SUL

Fotos: Carol Coelho

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] IMPERDÍVEL neste DOMINGO: Ana Hickmman começa 2011 no Pantanal Sul

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Ariranha: Gigante das Águas


Elas formam um grupo de mamíferos encontrados em quase todo o planeta. Chamamos de Mustelidae a família das lontras, iraras, furões e ariranhas. São cerca de 59 espécies conhecidas em nossas matas, rios e lagos. Na estrutura corporal não são muito diferentes. Têm corpo alongado, pernas relativamente curtas, cabeça pequena e cauda geralmente longa.

Se compararmos apenas as espécies que ocorrem no Pantanal, o menor é o furão (Galictis cuja) que pesa em média 1 a 3kg e tem cerca de 64cm, enquanto a ariranha (Pteunoruma brasiliensis) chega a pesar 12 vezes mais, 35 kg e medir cerca de 150 a 180cm.



A dieta é carnívora para a maioria, apesar de algumas espécies serem predominantemente onívoras (Irara e Jaritataca) ou piscívoras (Lontra e Ariranha). Nos países de língua Inglesa a ariranha é chamada de giant otter (lontra gigante). Um apelido que convém a essas grandes caçadoras.

A ariranha é considerada o maior mustelídeo do mundo. Possui uma mancha clara na região do peito e da garganta. Essas manchas são únicas para cada animal, o que permite serem individualizados. Possuem hábitos diurno, semi-aquático e social, com grupos formados pelo par reprodutivo e suas proles.



Durante o safári fotográfico aqui na Fazenda San Francisco, tenho a chance de ver semanalmente três indivíduos de ariranhas, visitando o canal de irrigação. Provavelmente, deve ser o casal com um filhote.


Os visitantes ficam impressionados, observando o comportamento do animal dentro da água. O som que elas emitem chama a atenção de todos. São diferentes vocalizações que as ariranhas utilizam para se comunicar e defender seu território.
Aproveitando a oferta de peixes que existe no canal, é comum vê-las capturando o alimento e indo comer em terra firme, ou em troncos caídos dentro d’ água.

Diferente de outra realidade vivida pelas ariranhas de alguns estados brasileiros onde suas populações foram bastante reduzidas devido à perda e degradação do hábitat e caça predatória, aqui na Fazenda San Francisco elas encontram condições ideais para sobreviver e é no ritmo de suas acrobacias aquáticas que as ariranhas desfrutam desse paraíso localizado no Pantanal Sul.


Por: Gabriel Fávero Massocato
Fotos: Carol Coelho e Marcelo Krause

[Pousada no Pantanal Sul MS | Brasil] Ariranha: Gigante das Águas

31 de outubro de 2010

[Pantanal Sul MS | Brasil] Ana Hickmann no Pantanal Sul, Fazenda San Francisco, Miranda * MS

Programa Tudo é Possivel da Apresentadora Ana Hickmann chega a Fazenda San Francisco... conhece a lida pantaneira e sai em busca da fauna do Pantanal... em busca da Onça Pintada!!!

Após o Safari Fotográfico, filmar diversas aves do Pantanal e a raríssima Ariranha, chegam para montar nos cavalos e começar a aventura estilo pantaneiro.







Tocando a boiada com os pantaneiros. Tres gerações: Avo, filho e neto curtindo a linda e simpática apresentadora e modelo.

Diego Sanches e Ana Hickmann na aventura da cavalgada no Pantanal.


Depois, poses para foto com os Pantaneiros...



Ate os visitantes japoneses da Fazenda vieram conhecer a moça...



Ela gostou do pantanerinho...


Obrigada Ana pela sua visita! E que voces consigam achar a majestosa Onça Pintada!!!



[Pantanal Sul MS | Brasil] Ana Hickmann no Pantanal Sul, Fazenda San Francisco, Miranda * MS