Mostrando postagens com marcador pantanal de miranda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pantanal de miranda. Mostrar todas as postagens

18 de março de 2011

Pantanal - Revendo a Onça-pintada Dora...

Dora é uma onça-pintada fêmea que foi capturada pelo Projeto Gadonça em 2003, quando tinha cerca de três anos, uma jovem onça que iniciava a fase adulta de sua vida estabelecendo área de vida em parte da Fazenda San Francisco. Ela foi monitorada pelo Projeto Gadonça por rádio-colar por pouco mais de três anos, período que pudemos registrar encontros dela com um macho também capturado pelo Projeto Gadonça no ano de 2004 (o macho Tora).

No início de 2005 (mais precisamente em abril), durante monitoramento dela, conseguimos avistar a Dora com um filhote de aproximadamente quatro meses de idade, sua primeira cria.

Graças ao monitoramento por rádio entre os anos de 2005 e 2006, pudemos acompanhar toda sua movimentação junto com seu filhote (uma fêmea) até o período de separação das duas que ocorreu entre maio e agosto de 2006.

Ao contrário do que muitas pessoas podem pensar, a independência do filhote em relação à mãe não é pontual, um belo dia resolve ir embora e ponto, não, esta separação se dá de forma gradual e pode se estender por alguns meses.


De 2003 pra cá se passaram oito anos, e ela é agora uma senhora de respeito (cerca de doze anos de idade) que continua a habitar uma parte da Fazenda San Francisco. Nesse período ela foi vista com pelo menos mais duas ninhadas diferentes (aparentemente com apenas um filhote em cada) e neste dia 08 de março ela foi vista novamente acompanhada de um macho adulto. Vou descrever abaixo os acontecimentos dos últimos dias, sendo que nos dois últimos eu não estava presente e relato apenas as impressões dos guias Leandro, Gabriel e Emerson que estavam presentes.

Nesse feriado prolongado de Carnaval, tivemos a visita de Marcos, seu filho João, sua mãe D. Helena e a babá Jake, que vieram pra Fazenda San Francisco com o objetivo específico de tentar ver uma onça-pintada (quanta responsabilidade!). Durante a estadia dessa família querida, juntaram-se a nós mais dois casais de pessoas “loucas” pra ver também Dona Onça: Rodrigo e Juliana, e Ricardo e Aline.

Na tarde de 07 de março o passeio regular de Safári Fotográfico conduzido pelos guias Roberta e Armando conseguiu ver a onça-pintada Dora na beira de uma mata que fica margeando um canal de irrigação, perto do famoso “Capão do Pintada”. Todos no Safári puderam vê-la bem (fotos da Roberta abaixo) e assim que Roberta e Armando voltaram, eles chamaram as três famílias acima mais eu, e lá fomos nós até a Dora. Já estava escurecendo, mas conseguimos vê-la ainda, tomando um belo banho de língua, no estilo gato de casa!



No dia seguinte pela manhã (08 de março) saímos por volta das 06h00 da manhã (o mesmo grupo acima, mas acompanhados do guia Giuliano) pra tentar ver Dora novamente. Seguimos até o “Capão do Pintada” e lá encontramos apenas as batidas (rastros) dela. Continuamos andando pelas áreas da Fazenda San Francisco que fazem parte do território de Dora, e entre a “Bomba do Meio” e o “Zé Paulino” encontramos batidas recentes de um macho e uma fêmea adultos. Nesta saída matutina vimos apenas indícios de onça, mas estes indícios é que nos ajudaram na próxima saída, à tarde.


Eram 16h30 quando saímos novamente atrás de onças-pintadas. Demos uma bela volta pela fazenda até chegarmos à “Bomba do Meio” perto do pôr-do-sol. Esperamos no mirante da bomba até o sol baixar pra que ele não ficasse de encontro com a gente, e então seguimos pela estrada em direção ao “Zé Paulino”. Já estávamos com o facho de luz conectado na Jaguatirica (carro especial para safáris fotográficos), mas como ainda era claro eu não o tinha ligado.

Andamos uns dois ou três minutos e o Rodrigo me perguntou onde deveriam procurar a onça. Eu respondi que como a água estava em toda a área menos no aterro da estrada, se a onça estivesse por ali, estaria provavelmente na margem da estrada, fora da área alagada (apesar de onça-pintada gostar bastante de água). Logo em seguida acendi o facho de luz (o famoso cilibim) e comecei a jogar luz por baixo dos pés de Chico Magro (Guazuma tomentosa) pra tentar encontrar algum animal. Acho que não andamos nem 300m com o cilibim ligado quando graças à luz encontrei não uma, mas duas onças-pintadas (!) embaixo de um Chico Magro, deitadas uma do lado da outra! Paramos o carro imediatamente e aí todo mundo tentava ver o que era, onde estavam, eram duas mesmo (me perguntaram). Logo que as encontrei, uma delas já saiu rapidamente e entrou na parte alagada, por trás da vegetação e ficou sumida um tempo.

Depois de um tempo, todos conseguiram vê-la bem, e aí vimos que se tratava da Dora novamente. Mas agora ela estava acompanhada de alguém... Dora começou então a andar pra frente e pra trás, saindo mais no limpo e voltando pros arbustos, e rosnando bastante. Algumas vezes consegui vê-la urinando com o rabo bem levantado, um comportamento conhecido como “spraying”, usado como forma de comunicação com outro animal, indicando, por exemplo, o estado reprodutivo dela (cio ou não, etc.).

Passado algum tempo naquele vai-e-vem, finalmente a segunda onça mostra sua cara! Era um belo macho adulto, bem maior do que a Dora! Ele a seguia um pouquinho, com ela rosnando bastante, aí tentava uma aproximação e era repelido com um ronco mais forte, até trocarem algumas gentilezas (gentileza de onça é a velha patada mesmo!) e se apartarem por um tempo.

Foi até engraçado, depois desse chega-pra-lá da Dora a impressão que tive é que o macho ficou meio sem graça e se afastou, com cara de cahorro que caiu da mudança. Deu a volta num arbusto e deitou fora da nossa vista. Aí parece que a Dora percebeu que tinha exagerado e foi atrás dele, deitando-se perto dele. Passaram algum tempo ali tomando banho de gato, sem muito mais desentendimentos. Foi então que resolvemos dar a volta, ir embora e deixar o casal à vontade. Tudo em silêncio, exceto pelo barulho do motor do carro na hora da partida. Só quando já estávamos quase na “Bomba do Meio” que a euforia tomou conta do grupo, e todos comemoramos as cenas vistas.



Mas os acontecimentos da semana da onça não pararam por aí... Dia seguinte, quarta-feira de cinzas, na focagem regular com hóspedes da Fazenda San Francisco, os guias Gabriel e Leandro se encontraram também com o casal de onças-pintadas a 500m de distância de onde as vimos. Segundo os relatos deles, as onças estavam bem mais nervosas, e as trocas de gentilezas mais intensas.

O macho chegou até a fazer um “display” de força e dominação ao arrancar roncando em direção ao carro de passeio. Não se preocupem, pois nada aconteceu, mesmo porque os guias são bastante experientes e mantinham uma distância segura de pelo menos quinze metros das onças, justamente para que elas não se sintam ameaçadas e possam se comportar naturalmente sem se preocupar com carros e visitantes. Depois de vê-las por um tempo, eles notaram que dois animais vinham vindo pela estrada lado a lado e, pasmem, eram mais duas onças-pintadas!

Pulemos a quinta-feira, e chegamos na sexta-feira, onde novos avistamentos de onça-pintada aconteceram. Desta vez estavam os guias Emerson e Leandro conduzindo a focagem noturna. Quando estavam na metade da estrada do Lobão, o Emerson avistou graças ao brilho dos olhos, três animais juntos na taipa do canal de irrigação, e eram três filhotões de onça-pintada! Este avistamento foi mais breve, mas os animais não estavam tão longe assim, e as pessoas presentes puderam vê-los.

Agora, ficam algumas questões não entendidas. De quem são esses filhotes? Serão da Dora? Será que dois deles é que estavam se aproximando da Dora e do macho na quarta-feira? Será que por isso a Dora não estava tão receptiva ao macho, porque ela ainda está acompanhada de seus filhotões, e quer mantê-los a salvo de problemas com machos adultos?

Conseguir responder a algumas destas perguntas é um desafio, mas estamos tentando identificar os outros animais avistados a partir de câmeras colocadas em pontos que os animais freqüentam. Ainda não conseguimos identificar o macho que estava com Dora, mas estamos comparando as fotos que o Rodrigo tirou com o banco de dados do Projeto Gadonça pra tentar identificá-lo.

Espero postar em breve algumas respotas...


Texto: Henrique Villas Boas Concone - Biologo Mestre em Ecologia e Conservação

Fotos: Carol Coelho, Roberta Coelho, Henrique Villas Boas Concone e Rodrigo Figueiredo

Roberta Coelho é fotógrafa amadora, turismologa, guia bilingue especializada em Pantanal, conheça melhor em: Bichos Pantaneiros.

Rodrigo Figueiredo é fotógrafo profissional e visitante da Fazenda San Francisco - especializado em fotos sub-aquáticas, conheça melhor em: www.xdivers.com.br


2 de dezembro de 2009

Cozinha Regional Pantaneira



O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul


apresenta

Cozinha Regional Pantaneira


Uma Comitiva de Sabores pelo Pantanal



Onde um grupo de pesquisadores e Chefs de Cozinha tem por objetivos principais levantar e mapear dados da Cozinha do Pantanal, seus ingredientes, temperos e preparos.

O TRABALHO DE PESQUISA TEM POR OBJETIVO O REGISTRO, POR MEIO DE MAPEAMENTO E LEVANTAMENTO DE DADOS, DA COZINHA DO PANTANAL E RECEBE NESTE ANO O INVESTIMENTO DO GOVERNO DE MATO GROSSO DO SUL POR MEIO DA FUNDAÇÃO DE CULTURA DE MS, ATRAVÉS DO FUNDO DE INVESTIMENTOS CULTURAIS DE MS.

Leia abaixo os detalhes desta odisséia pelo bioma brasileiro de mais rica fauna e flora, e que representa um mundo de novidades para a Gastronomia.

DESCRIÇÃO DO PROJETO:

Realizar trabalho científico e técnico de mapeamento e levantamento de dados da Cozinha Regional Pantaneira, na Região do Pantanal, registrando os resultados em filmagem de câmera digital e anotações técnicas, sendo os registros feitos por um Pesquisador e Chef de Cozinha, uma Chef de Cozinha e Mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, um Historiador e Coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira da Universidade Anhembi Morumbi em São Paulo e um Video-Maker, no intuito de divulgar os resultados em revistas e websites de Gastronomia, Centros de Pesquisas em Gastronomia Brasileira e da área científica.

JUSTIFICATIVA:
O Pantanal é um paraíso natural, e é neste cenário exuberante de fauna e flora diversificadas que encontra-se o pantaneiro com seus hábitos, costumes e cultura que cria novidades para o mundo da Gastronomia. Existem registros bibliográficos de que os silvícolas da região semeavam e colhiam: milho, batatas, mandioca, amendoim, pescavam e caçavam, além de cultivar também frutas silvestres e criavam animais. Após a chegada dos espanhóis, nos idos de 1535, costumes foram introduzidos nesta região, inclusive na culinária, iniciou-se o uso da carne bovina e de métodos de conservação (salga, charqueada). Hoje o turismo rural reflete na alimentação da comunidade local.

Com a contribuição dos diferentes fatores citados acima, formou-se então a cultura culinária pantaneira, atual e presente no Centro-Oeste brasileiro e algo que suscita a vontade de realizar um projeto de MAPEAMENTO E LEVANTAMENTO DE DADOS da Cozinha Regional Pantaneira.

Este mapeamento e levantamento será diferencial, pois levará para a Região Pantaneira: um Historiador de Gastronomia Brasileira e Coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira que conta com um núcleo de documentação em Gastronomia, o Prof. Dr. Ricardo Maranhão (com mais de 20 livros e publicações editados no Brasil); os Pesquisadores de Cozinha Pantaneira e Chefs de Cozinha sul-Mato-grossenses Paulo Machado e Dedê Cesco e o Fotógrafo Marcos Fachini, na busca de inúmeras informações sobre a Cozinha Regional Pantaneira, tudo registrado em vídeo digital e anotações técnicas para serem posteriormente publicados em veículos da mídia de Gastronomia e Ciência, divulgando a região mais importante para o ecoturismo sul-mato-grossense: O Pantanal. Desta forma vê-se justificado o aporte de recurso público para esta expedição de mapeamento e levantamento de dados sobre a Cozinha Pantaneira.


Objetivo Geral:
LOCALIZAR E MAPEAR A CULINÁRIA PANTANEIRA DO PONTO DE VISTA DA HISTÓRIA E DA SOCIOLOGIA, BUSCANDO E COMPILANDO RECEITAS VARIADAS, DOCUMENTADAS OU INÉDITAS, COM O REGISTRO EM MÍDIA DIGITAL DESTE TRABALHO DE PESQUISA.


Objetivos Específicos:


- APONTAR E TRAÇAR UMA LINHA DE RECEITAS DE OBJETO DE PESQUISA PARA DESENVOLVIMENTO DE ALTA GASTRONOMIA TOMANDO POR BASE A CULINÁRIA DO PANTAL;

- ENTREVISTAS COM LOCAIS: PANTANEIROS, ARTISTAS, COZINHEIROS, HISTORIADORES E CHEFS DE COZINHA DO MATO GROSSO DO SUL;

- PESQUISA DE CAMPO: PROCURAR E MAPEAR EM FAZENDAS DA REGIÃOPANTANEIRA: FRUTOS E MATÉRIA-PRIMA UTILIZADAS NA COZINHA LOCAL;

- ATRAVÉS DO VÍDEO DIVULGAR PARA AS PRESENTES E FUTURAS GERAÇÕES O BEM IMATERIAL DE VALOR IMENSURÁVEL QUE É A DOCUMENTAÇÃO DA GASTRONOMIA DO MATO GROSSO DO SUL: RICA EM INGREDIENTES DIVERSIFICADOS, SAUDÁVEIS E MUITAS VEZES INÉDITOS PARA O POVO BRASILEIRO E PARA O MUNDO;

- REGISTRAR RECEITAS DO PANTANAL NO NÚCLEO DE DOCUMENTAÇÃO DO CENTRO DE PESQUISAS EM GASTRONOMIA BRASILEIRA, DANDO PUBLICIDADE A COZINHA REGIONAL PANTANEIRA.

Expedição Científica: Cozinha Regional Pantaneira

O grupo de pesquisas Cozinha Regional Pantaneira, convida os jornalistas do Mato Grosso do Sul para a COLETIVA DE IMPRENSA sobre a Expedição Científica: Cozinha Regional Pantaneira.

Participantes da coletiva:

- Prof. Dr. Ricardo Maranhão – Doutor em História e Sociologia pela Unicamp, é coordenador do Centro de Pesquisas em Gastronomia Brasileira – São Paulo, e Prof. de História da Alimentação da Universidade Anhembi Morumbi - SP (com mais de 20 livros e publicações editados no Brasil); Munido de seu Caderno de Campo, será o responsável pelo registro histórico e sociológico da expedição científica.

- Chef Paulo Machado – com passagem por importantes restaurantes nacionais e internacionais (Martin Berasategui – 3 estrelas Michelin), e formação em Gastronomia pelo Institut Paul Bocuse – Lyon, França e Universidade Anhembi Morumbi – SP. Atualmente é Chef-consultorem Campo Grande, e realiza pequenos banquetes como personal Chef. É professor de Cozinha Brasileira e Cozinha Contemporânea nas Universidades Anhembi Morumbi e São Camilo – SP. Mestrando em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi. É proponente do Projeto de Pesquisas Cozinha Regional Pantaneira. Munido de seu caderno de campo, junto com a Chef Dedê Cesco, será o responsável pelo registro de receitas, ingredientes e novos temperos do Pantanal.

- Chef Dedê Cesco – com importante trabalho sobre a cozinha regional pantaneira e sul-matogrosense, a Chef é mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul, com o tema de estudos: Cozinha Regional Pantaneira. É Chef-consultora em Campo Grande e responsável pelo Buffet Dedê Cesco. Munida de seu caderno de campo, junto com o Chef Paulo Machado, será a responsável pelo registro de receitas, ingredientes e novos temperos do Pantanal.

- Marcos Fachini – fotógrafo e vídeo-maker em São Paulo. Com formação em Gastronomia pela Universidade Anhembi Morumbi e especialista em fotografia de alimentação pelo Instituto de fotos de São Paulo. Será o documentarista da expedição.

- Geovah de Araujo - “prático pantaneiro” há mais de dez anos conduzindo expedições para o Pantanal, será o guia condutor do grupo de pesquisas.

Local: Restaurante Fogo Caipira - José Antônio, 145 • Centro • e-mail: contato@fogocaipira.com.br
Fone: (67) 3324.1641 | 3382.0731 – Chef executiva: Ana Elvira

Horário: 19:30

Na ocasião o restaurante Fogo Caipira inaugura também a exposição coletiva de quadros da artista plástica Lúcia Barbosa, com motivos do Pantanal.

Sábado, dia 05 de Dezembro a equipe visitará a Fazenda San Francisco, localizada no Pantanal de Miranda, realizando uma inspeção técnica da culinária Pantaneira.

Contato:

Chef Paulo Machado.

67- 9217-6078 – chefpaulomachado@uol.com.br

www.cozinhapantaneira.blogspot.com





7 de agosto de 2008

Gralha-Cancan * Plush-crested Jay * Cyanocorax chrysops




















A Gralha-Cancan tambem conhecida por Gralha-picaça è uma imitadora de sons e cantos de outras aves, como o gaviao-carijó, podendo imitar ainda mamiferos como o macaco-prego.
Vive em bandos, alimenta-se de frutos e pequenos invertebrados que busca em diversos lugares, podendo ainda predar ninhos de outras aves.
Dá alerta quando encontra cobras ou outro sinal de perigo.
Constroi ninhos discretos, e os outros individuos do bando ajudam no cuidado dos filhotes. Existem duas outras especies de gralhas na regiao.
Informaçoes retiradas do Guia de Campo de Bonito - Conhecendo a Fauna e a Flora da Serra da Bodoquena.
Fotos: Carol Coelho - 06/08/2008

Pantanal de Miranda * MS * Brasil

6 de agosto de 2008

Ataques de onças-pintadas são casos isolados

Os ataques de onças-pintadas a seres humanos são considerados casos isolados, conforme o capitão Ednilson Queiroz, biólogo e chefe de comunicação da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Ele explica que a legislação federal proíbe a caça aos felinos. “É crime ambiental caçar e matar onças.

Elas só podem ser capturadas com autorização do órgão ambiental, em casos de extrema urgência, como, por exemplo, ataques constantes ao rebanho bovino em fazendas da região”, esclarece Queiroz. Segundo ele, o caso ocorrido com o fazendeiro Gregório Costa Soares, de 65 anos, que se feriu ao lutar com uma onça-pintada, é um “caso isolado”.

A afirmação do capitão é referendada pelo pesquisador Fernando Azevedo, (foto) que coordena um projeto sobre onças pantaneiras na região de Miranda e Corumbá. Ele conta que já capturou 20 onças-pintadas e nunca foi atacado por elas. “As onças só atacam em duas situações, consideradas de defesa: quando está com filhotes e ou quando está se alimentando. Nesses casos, o animal se sente acuado”, explica Fernando Azevedo.

Segundo Azevedo, um dos grandes problemas que afetam as pesquisas com onças nesta região justamente é a morte delas por trabalhadores de fazendas de gado ou ainda caçadores profissionais. “Eles acreditam que a morte dos animais soluciona o problema dos ataques aos rebanhos. Mas não é bem assim”, alerta o pesquisador.


De forma a modificar esta realidade, o projeto atua no monitoramento de onças e registro de ataques ao gado e junto a funcionários e proprietários das fazendas de gado através de ações científicas, educativas e participativas de forma a compreender melhor o problema da predação e integrar o público alvo às atividades de pesquisa com onças desenvolvidas na área de estudo.

O projeto está sendo desenvolvido em 2 fazendas do sul do Pantanal, municípios de Miranda e Corumbá, através da coleta de dados científicos acerca da longevidade e padrões de movimentação de onças e predação do gado por onças. Além disto o projeto pretende atuar na transmissão e melhoria de conhecimentos do público alvo (funcionários e proprietários de fazendas de gado) a respeito da função das onças, acerca do problema da predação de gado na região, da ilegalidade da matança de onças, da importância de melhorar o manejo do gado para evitar perdas, e da necessidade de melhoria no registro da mortalidade do rebanho de gado da região.

O projeto pretende também capacitar o público alvo, através da transmissão de conhecimentos e doação de equipamentos de coleta de dados para atingir os objetivos propostos.

Este projeto será pioneiro no envolvimento da população da região em um estudo científico e servirá de base para ações regionais e nacionais visando a diminuição dos casos de predação de gado e conseqüentemente de redução da mortalidade de onças abatidas em resposta aos casos de predação de gado.


Mais informações sobre o projeto no site: http://www.procarnivoros.org.br/

05/08/2008 - 17:36


31 de julho de 2008

O que é uma Comitiva Pantaneira

Depois de viver esta emocionante experiencia de ver a comitiva fiquei curiosa pelo assunto. Entao, como boa internauta, procurei na internet no nosso grande Google!!!
Para minha surpresa nao encontrei muita definiçao de Comitiva, entao, resolvi escrever o que entendo ser uma comitiva.

No Pantanal, o regime das águas definem o movimento da vida. Desdo homem, das plantas, dos animais e principalmente do gado, que nao consegue transpor barreiras como cercas e rios profundos e devem ser conduzidos para as partes mais altas do Pantanal para que possam sobreviver às enchentes. Assim, sao transportados em Comitivas. As fazendas podem ter seus peoes de comitiva ou podem contratar peoes para levar o gado. Nao somente em funçao do ciclo das águas mas tambem gado que é comprado de outra fazenda, muitas vezes de outro estado, como é o caso desta comitiva que encontramos, que veio de MT e estava seguindo para Corumbá, seu destino final.
A BR 262 é uma estrada boiadeira e é a unica rodovia federal onde sao permitidas comitivas. É uma vida bruta.
Tem o ponteiro, o culateiro, o meieiro que sao os nomes dados para quem vai na frente, no final ou no meio da comitiva e cada um tem sua funçao importante para o andar da comitiva. Tem tambem o cozinheiro, que nao é um cozinheiro normal, ele vai na frente, monta o acampamento e prepara as refeicoes de todos da comitiva. Dai surgio o Arroz Carreteiro e o Macarrao Tropeiro. Sao comidas fáceis de serem preparadas, tendo o macarrao ou o arroz, a carne é ingrediente fácil.
Algumas fotos abaixo com descriçao...

Acima: Peao de comitiva. As caixas de aluminio sao os reservatórios de água e pendurado nela o coador do café que tinham acabado de passar.


Acima: Fogao com panela esquentando a água e ao fundo as buacas (malas de couro que carregam os mantimentos).



Acima: Bule de café e xicaras na água quente.

Acima: Água quente para passar o café ou para o mate.



E viva este Pantanal!!!!

20 de junho de 2008

Almir Sater compara ver "Pantanal" a ouvir Beatles

19/06/2008 - 19h07 Publicidadeda Folha Online

O cantor Almir Sater disse não se opor à exibição da novela "Pantanal", produzida originalmente pela TV Manchete e reprisada atualmente pelo SBT.

"O Sílvio lançou a novela sem falar nada, é uma novela que conquista as pessoas, conquista pela beleza", afirmou Sater.

"É uma novela de quase 20 anos que continua atual, é uma coisa de beleza, é um clássico do Benedito Ruy Barbosa, é como ouvir uma música dos Beatles", disse o cantor.

Cantor e violeiro Almir Sater apoiou a reprise da novela "Pantanal" pelo SBT; ele comparou produção a ouvir músicas dos Beatles Sater afirmou que não entrou em contato com o SBT para receber possíveis direitos autorais por músicas suas executadas na produção nem por seu trabalho como ator (ele viveu o personagem Trindade).

"Eu acho que os direitos trabalhistas têm de ser cumpridos, mas para mim agora isso não é o mais importe", afirmou o cantor, que também é fazendeiro.

Ele possui uma fazenda no pantanal e duas em Maracaju (MS).

Sater conversou por telefone do stand da Premix na Feicorte, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

"Pantanal" se tornou um grande destaque na programação do SBT, com direito a chamadinhas durante o "Programa Silvio Santos", e uma jogada de marketing que envolve uma batalha judicial com o autor da novela, Benedito Ruy Barbosa, que hoje tem vínculo com a Globo.

A novela, exibida originalmente pela extinta TV Manchete em 1990, foi comprada por Silvio Santos de um empresário que a adquiriu em um leilão realizado com parte dos bens da massa falida da emissora que ficava na Casa Verde.

2 de junho de 2008

Borboletas, Insetos... até as pequenas coisas sao lindas no Pantanal









Fotos de aves tiradas no quintal da minha casa * Por: Carol Coelho

Esta abelha espantou o sanhaço-azul que estava comendo o mamao!!


O vôo do Gaviao Fumaça.


A gralha-cancan ficou desconfiada da fotografa...

Na minha opniao uma das mais belas aves que temos neste Pantanal!!!

O Tabuiaia dando o espetáculo no alçar vôo


Gaviao-fumaça com os pés cheio de barro.

Gaviao-pernilongo, muito comum aqui!


Sanhaço-azul, um dos vários visitantes deste mamao.





Trica-ferro bravo comigo pois atrapalhei seu almoço...



Na minha opniao, a melhor foto de ave do dia, o nosso conhecido, joao-de-barro...







13 de maio de 2008

Encontro: “Conservação da Onça – Pintada (Panthera onca) e a Pecuária Pantaneira”



O Programa Pantanal para Sempre do WWF-Brasil e o Instituto para Conservação dos Carnívoros Neotropicais (Instituto Pró-Carnívoros) firmaram em 2007 uma parceria com o objetivo de apoiar e desenvolver projetos de conservação da onça-pintada (Panthera onca) envolvendo o setor produtivo da pecuária no Pantanal.

O projeto denominado Onça Pantaneira prevê, numa primeira etapa, apoio a um estudo de campo sobre a onça-pintada, que está sendo realizado pelo pesquisador Fernando Azevedo na Fazenda São Bento, localizada na Estrada Parque Pantanal.

O estudo tem por objetivo conhecer a biologia da espécie, comportamento, padrões de predação e impactos sobre a pecuária. Os resultados da pesquisa serão usados para buscar alternativas que possibilitem o desenvolvimento das atividades de pecuária e a conservação da onça-pintada no Pantanal.

Desde 2002, o Instituo Pró-carnívoros e outras entidades, como a Wildlife Conservation Society (WCS), já vêm desenvolvendo projetos de conservação da espécie na região. O WWF-Brasil se uniu a esse esforço trazendo seu conhecimento sobre a pecuária e processos de certificação e apoiando financeiramente o desenvolvimento de novos projetos.

O Instituto Pró-carnívoros e o WWF-Brasil estão cientes de que o sucesso de qualquer esforço de conservação da natureza e de espécies no Pantanal, como o Projeto Onça Pantaneira, depende da participação efetiva do setor produtivo da pecuária.

Por isso, convidam os representantes do setor produtivo da pecuária, entidades de pesquisa, e entidades governamentais para o Encontro: “Conservação da Onça – Pintada (Panthera onca) e a Pecuária Pantaneira”, a se realizar no próximo dia 26 de maio, na Fazenda San Francisco – Miranda/MS; quando poderão conhecer os projetos de conservação da espécie, realizados e em andamento. A Fazenda San Francisco apóia e desenvolve um projeto de conservação da Onça-Pintada em parceria com o Instituto Pró-Carnívoros desde 2003, o Projeto Gadonça.

No encontro, também haverá espaço para o debate e a participação do setor produtivo e das demais entidades presentes na definição de estratégias conjuntas para futuros projetos a serem desenvolvidos, que possam minimizar o conflito entre a pecuária e a onça.

Objetivos do encontro

* Atualizar o setor produtivo da pecuária sobre os mais recentes dados e as pesquisas realizadas para conservação da onça-pintada no Pantanal.

* Apresentar a parceria entre o Instituto Pró-carnívoros e o WWF-Brasil.

* Apresentar os projetos em andamento e perspectivas de futuro.

* Apresentar experiências de pecuaristas que apóiam projetos de conservação da onça-pintada no Pantanal.

* Retomar o debate sobre a importância do envolvimento dos pecuaristas com a conservação da onça-pintada.

PROGRAMA

Data: 26 de maio de 2008

Horário: 09:00 hs às 18:00 hs

Local: Fazenda San Francisco – Miranda /MS


Painel - 1: Atualização sobre pesquisas e projetos em Conservação da Onça-Pintada no Pantanal

09:00
Abertura e apresentações
Ivens Domingos
(WWF-Brasil)
Fernando Azevedo
(Pró-carnívoros)

09:15
Projeto “ROP” da WCS – “Programa de Envolvimento de Pecuaristas do Pantanal e Conservação da Onça-Pintada” – Experiência e resultados preliminares.
Ricardo Boulhosa

10:00
Projetos – “Gadonça” e “Onça Pantaneira” – Resultados, lições apreendidas e desafios.
Fernando Azevedo
(Pró-carnívoros)

11:00
Perguntas e debates dirigidos do Painel - 1

12:00
Almoço

Painel – 2: A Pecuária e a Conservação da Onça-Pintada

14:00
Certificação e Responsabilidade Socioambiental na Pecuária – A Conservação da Onça-Pintada é uma oportunidade?
Ivens Domingos
(WWF-Brasil)

14:30
A experiência da Fazenda San Francisco com o Projeto “Gadonça” – A visão do proprietário.
Sr. Roberto Coelho

15:15
A experiência da Fazenda São Bento com o Projeto “Onça Pantaneira” – A visão do proprietário
Sr. Marcos Ermírio de Moraes

16:00
Perguntas e debates dirigidos do Painel - 2

16:30
Café com prosa

Painel – 3: Como integrar esforços entre os Setores (Produtores, Pesquisadores e ONG´s), com o objetivo de compatibilizar a conservação da onça-pintada e a pecuária pantaneira.

16:45
Debates dirigidos e colheita de subsídios e sugestões

17:30
Definição de prioridades e próximos passos

17:45
Avaliação do encontro

18:00
Encerramento

Caso tenha interesse em participar, contate através do telefone – (67) 3325 0087 com Josylene, ou pelos e-mails: ivens@wwf.org.br ou josylene@wwf.org.br


Evento fechado a convidados.