27 de agosto de 2008

Plantio de Cana de Açúcar na Bacia do Alto Paraguai

Uma discussão sobre a liberação para o Plantio de Cana de Açúcar na Bacia do Alto Paraguai (BAP) toma espaço em reunião a portas fechadas na Casa Civil. A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, os ministros Carlos Minc (Meio Ambiente) e Reinhold Stephanes (Agricultura) discutem sobre o assunto e cada um puxa a sardinha para seu lado.

E de novo, o Meio Ambiente fica a mercê de questões economicas. Que tal a idéia muito bem alimentada por Minc de utilizar as áreas já degradadas ao invés de abrir mais áreas para agropecuária, seja ela da cultura que for.

Eu não sou contra a produção de alimentos, o que seria ate engraçado por trabalhar e morar em uma fazenda que planta arroz irrigado no Pantanal porém acredito que já deu tempo suficiente para os governantes, inclusive o ministério da Agricultura conseguirem de forma inteligente aliar a produção à conservação da natureza.

Sem radicalismo para ambos os lados mas com bom senso. Que tal plantações com corredores de mata??? Onde a fauna vai continuar tendo abrigo??? Que tal mais fiscalização aos usineiros??? OK, já tem solução para o vinhoto, mas será que estas usinas realmente levam isso a finco??? Tanto lugar para plantar cana... porque querem justamente a BAP???

Vejam a noticia na íntegra...
http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/08/27/minc_stephanes_divergem_sobre_plantio_de_cana_no_pantanal-547965222.asp

Te mais!

26 de agosto de 2008

O que é o Muhpan - Museu de Historia do Pantanal?

O Museu de História do Pantanal é uma iniciativa do Ministério da Cultura, está inserido no Programa Monumenta, e teve os patrocínios da Petrobrás e Fundação Votorantim e apoios do IPHAN, Moinho Cultural e PM de Corumbá, UFMS e Embrapa.A gerencia do Museu é feita pela Fundação Barbosa Rodrigues.

O Estúdio de Arte Votupoca, foi a empresa vencedora da licitação com o projeto museográfico de autoria do arquiteto paulistano Nivaldo Vitorino.

Segundo o autor, não havia acervo para a constituição do Museu, pois a história da região encontra-se em Museus fora do estado e do país.


A história do Pantanal era como um grande quebra-cabeças com peças espalhadas e reunir a história em um único localexigiu viagens pelos 4 cantos do Pantanal, às bibliotecas e museus do Rio de Janeiro, São Paulo e Campo Grande.

O envolvimento com a comunidade proporcionou o encontro com a alma regional, e o resultado final é o reflexo desta cultura. O visitante adentra a história por um túnel de espelhos, com projeções de imagens e música concreta.

Em seguida a geografia, como palcodas narrativas, é apresentada com belíssimas fotografias e informações geradas pela Embrapa Pantanal, valorosa colaboradora.


No andar seguinte, o público conhecerá a pré-história, e ficará sabendo que a presença humana na região ocorreu há 8.000 anos.

A Universidade Federaldo Mato Grosso do Sul, colaborou com o acervo coletado pelos arqueólogos Gilson Martins e José Luis Peixoto e pela Fundação Dom Bosco.

Em seguida a história da colonização européia através dos conquistadores espanhóis e bandeirantes.

As monções e o ciclo do ouro, a fundação de Cuiabá e as expedições científicas são abordadas, assim como a colonização da região com os primeiras cidades e fortes,como Corumbá, Miranda, Cáceres e o Forte Coimbra.



No terceiro pavimento , há a história dos pioneiros, a Guerra com o Paraguai e a epopéia do telegrafo com o Marechal da Paz, Candido Rondon.

O apogeu do Porto de Corumbá no início do séc. XX e a chegada da Estada de Ferro ligaram a região com o mundo. Há ainda os temas da imigração, pecuária e a importância do pantanal como reserva da Biosfera mundial. Ao olhar para o passado, vemos os caminhos para o futuro. Encontramos nossa identidade e nossa estima se eleva.

A linguagem da exposição é feita com cenários, instalações de multi-mídia, textos, cartografias e maquetes, harmoniosamente expostas no passeio museal. O visitante aprende a história se divertindo, e sai encantado com saborosas descobertas.

O Museu está localizado na Rua Manoel Cavassa, no porto geral de Corumbá.
Telefone de contato: 067-3232.0303

Blog do Museu http://www.muhpan.wordpress.com/

Fotógrafos de Natureza - 5 onças-pintadas diferentes em 5 noites

Este mes recebemos a visita dos Fotografos de natureza:

Daniel De Granville e Amos Nachoum e John Hall.


Vieram para a Fazenda San Francisco especialmente para fotografar a majestosa Onça-pintada. E conseguiram... viram a bicha todos os dias durante sua estadia aqui!!!

Foto: © Daniel De Granville, 2008


A empresa de Amos Nachoum, Big Animals (http://www.biganimals.com/), é especializada em expedições fotográficas pelo mundo todo em busca da vida selvagem - especialmente cenas subaquáticas, mas também grandes mamíferos terrestres.

Além disto, Amos realiza trabalhos editoriais para veículos impressos degrande renome como a National Geographic, Outside, Time, Life, The New YorkTimes e Condé Nast Traveler, entre outras.

Amos pode ser considerado um dos 10 mergulhadores mais experientes do planeta na atualidade (mais detalhessobre sua biografia podem ser encontrados através do link http://biganimals.com/about_us.html

Daniel de Granville, fotografo de natureza, biólogo e guia naturalista escreve em seu blog http://photoinnatura.blogspot.com/2008/08/olha-ona-olha-ona.html como foram os encontros com as onças-pintadas na fazenda San Francisco.

Foto: © Daniel De Granville, 2008

Vale a pena ler pois com seu jeito humorado ele descreve a aventura de uma forma muito descontraída e cheia de aventura.

Até aproxima!

Ingaugurado o Muhpan - Museu de História do Pantanal

Dia 12/08/2008 foi ingaugurado o Muhpan - Museu de História do Pantanal.

Gostaríamos de parabenizar o Sr. Nivaldo Vitorino por mais esta conquista.



Este museu só pode ser realizado graças aos patrocinios da Petrobrás e Votorantim e dos apoios do IPHAN e Moinho Cultural de Corumbá. O gerenciamento do museu é da Fundação Barbosa Rodrigues.

Informacoes e fotos no blog http://muhpan.wordpress.com/

Foto acima: Indios Bororos.


Foto acima: Retirada



Foto acima: O Brasil encontra sua identidade.

Fotos cedidas por: Nivaldo Vitorino

25 de agosto de 2008

Carlos Minc desmente plantio de cana no Pantanal

Ao contrário do que foi publicado pelo jornal O Globo, no sábado passado (23 de agosto de 2008), não haverá plantio de canaviais e nem a instalação de usinas de cana no Pantanal.

O Zoneamento Agroecológico da cana, cuja discussão ainda não terminou, vai estipular que:

1) No Bioma Amazônia não haverá nenhuma nova usina de cana, apenas continuarão na região as quatro já existentes há mais de dez anos, como em Roraima e no Acre;

2) No caso do Pantanal, serão mantidas as proteções já definidas nas leis estaduais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e na Resolução Conama. Além disso, em torno do Bioma Pantanal, será criado uma faixa de exclusão para além do Bioma Pantanal.

E mais: após essa faixa de exclusão, serão ainda tomadas medidas para mitigar o impacto das atividades econômicas já instaladas na região há mais de dez anos, como, por exemplo, o chamado plantio direto de cana, que gera menos movimento de terra e menos assoreamento, e a redução progressiva do uso de agrotóxico, visando a sua eliminação.

Portanto, repetindo: não haverá qualquer nova usina de cana no Pantanal nem tampouco qualquer plantio de cana. E as defesas ambientais atuais ainda serão ampliadas, tanto do ponto de vista geográfico quanto tecnológico. Na discussão de quatro horas do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, na Comissão de Agricultura da Câmara Federal, na semana passada, os temas Pantanal e plantio de cana sequer foram mencionados.

Todo o debate girou em torno do decreto que regulamentou a Lei de Crimes Ambientais. Dos seus 162 artigos, os deputados pediram mais prazo e condições para cumprir o Código Florestal, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste do país, onde as propriedades já são integralmente exploradas economicamente.

Mais esclarecimentos sobre esses temas serão dados em coletiva à imprensa, na próxima terça-feira, dos ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.

Na coletiva, serão também tratados outros pontos de entendimento, tais como: o pagamento por serviços ambientais de reflorestamento de matas ciliares pelos agricultores e a recuperação de pastagens e áreas degradas, para que a produção seja intensificada, não invadindo áreas protegidas da Amazônia e do Pantanal.

Carlos Minc
Ministro do Meio Ambiente

24/08/2008
Gerusa Barbosa
Assessoria de Comunicação
Ministério do Meio Ambiente

Monitoramento da biodiversidade mundial


Bom dia!!! Abaixo noticia bastante interessante sobre o Monitoramento da Biodiversidade Mundial.


Agência FAPESP– A criação do Sistema Global de Observação da Biodiversidade (Geobon) foi proposta por um grupo de cientistas de diversos países em artigo na edição desta sexta-feira (22/8) da revista Science.

A idéia é constituir uma parceria internacional para auxiliar nos processos de coleta, análise, gerenciamento e divulgação de dados relacionados ao estado atual dos ecossistemas do planeta.

Segundo Robert Scholes, do Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da África do Sul, e colegas, a necessidade de adoção de medidas para avaliar eficientemente a biodiversidade em escala global é intensificada pelo compromisso de reduzir as taxas de perda de sistemas biológicos até 2010, conforme assinado pelos 190 países que fazem parte da Convenção sobre Diversidade Biológica (CBD).

Os pesquisadores destacam que as medidas tomadas até hoje nesse sentido se mostraram ineficientes, especialmente por conta da própria complexidada da biodiversidade, que reúne uma enorme variedade de formas, arranjos espaciais, processos e interações de sistemas biológicos nas mais diversas escalas e níveis de organização, de genes a espécies e desses a ecossistemas.

Para eles, o problema não é a falta de informações sobre tais sistemas, mas sim a pouca integração entre elas. “Não há escassez de dados sobre a biodiversidade, embora eles sejam irregulares em relação à cobertura espacial, temporal ou tópica. O problema está na diversidade de dados e no fato de que eles estão dispersados e não organizados”, descreveram os autores.

“A solução é organizar a informação, desbloquear os fluxos entre os produtores e os usuários da informação e criar sistemas nos quais dados de diferentes tipos e de fontes variadas possam ser combinados. Isso ampliará nosso conhecimento sobre a biodiversidade e permitirá o desenvolvimento de medidas adequadas para reduzir sua perda”, afirmaram.

De acordo com os autores, não há, em todo o mundo, organização capaz de produzir tal “sistema de sistemas”. As iniciativas locais, nacionais ou mesmo internacionais atualmente existentes registram dados sobre genes, espécies e ecossistemas. “E o Geobon pretende criar uma rede global a partir desses esforços, por meio da reunião, da interligação e do apoio a eles em uma estrutura científica robusta”, disseram.

O Geobon forneceria orientação às partes com relação à coleta de dados, padronização e troca de informações. As organizações integrantes permaneceriam proprietárias dos dados que produziram, mas concordariam em colaborar para que tais informações integrassem a rede e pudessem ser compartilhadas.

O Geobon tem origem no Grupo para as Observações Terrestres (GEO), formado em 2002. Hoje com 73 países, o GEO é responsável pela implantação do Sistema de Observação Global Terrestre (Geoss), criado para que os participantes possam compartilhar dados de estudos geográficos.

A idéia da Geobon tomou forma em abril, quando cerca de 100 especialistas em biodiversidade, que representavam mais de 60 organizações científicas, se reuniram em Potsdam, na Alemanha. Os participantes foram divididos em grupos e produziram as partes do plano de implantação da rede.

A estimativa é que a manutenção do Geobon custe de R$ 500 milhões a R$ 1,2 bilhão por ano, incluindo os valores já despendidos atualmente para o levantamento de dados sobre a biodiversidade pelos países que integrariam a rede.

O artigo Toward a global biodiversity observing system, de Robert Scholes e outros, pode ser lido por assinantes da Science em http://www.sciencemag.org/
Foto: Carol Coelho 2007