7 de agosto de 2008

Gralha-Cancan * Plush-crested Jay * Cyanocorax chrysops




















A Gralha-Cancan tambem conhecida por Gralha-picaça è uma imitadora de sons e cantos de outras aves, como o gaviao-carijó, podendo imitar ainda mamiferos como o macaco-prego.
Vive em bandos, alimenta-se de frutos e pequenos invertebrados que busca em diversos lugares, podendo ainda predar ninhos de outras aves.
Dá alerta quando encontra cobras ou outro sinal de perigo.
Constroi ninhos discretos, e os outros individuos do bando ajudam no cuidado dos filhotes. Existem duas outras especies de gralhas na regiao.
Informaçoes retiradas do Guia de Campo de Bonito - Conhecendo a Fauna e a Flora da Serra da Bodoquena.
Fotos: Carol Coelho - 06/08/2008

Pantanal de Miranda * MS * Brasil

Trem do Pantanal: capacidade de transportar 400 passageiros


A diretora-presidente da Fundação de Turismo (Fundtur), Nilde Brun, e o presidente da Serra Verde Express, Adonai Aires de Arruda - empresa que vai operacionalizar o Trem do Pantanal - estiveram reunidos hoje (6) com o trade turístico de Mato Grosso do Sul para apresentar o projeto de revitalização do Trem do Pantanal e mostrar os benefícios que o equipamento trará para a economia local.

A idéia é de que os empresários locais participem com a prestação de serviço aos passageiros que desembarcarem nas estações. “No turismo não se faz nada sozinho; não adianta ter o melhor trem do mundo sem as atividades paralelas. O importante é prestar serviços de qualidade”, disse Adonai.

“Para a população é um sonho ter de volta o Trem do Pantanal; além disso, vai ser um produto de qualidade que vai proporcionar um aumento de fluxo de turistas, gerando emprego, renda, divisas e qualidade de vida”, afirmou Nilde.

Segundo Adonai, o Trem deve operar inicialmente nos fins de semana com a capacidade de transportar 400 passageiros em seus 7 vagões. “Estamos planejando que o trem saia de Campo Grande no sábado, às 7h30, chegar em Aquidauana às 12h30, onde os passageiros poderão almoçar na cidade e realizar outras atividades até as 15 horas, horário em que o Trem sai para Miranda.

Em Miranda, o Trem deve chegar às 18 horas e a idéia é fazer uma integração com outras cidades, como Bonito. Na volta do Trem, no domingo, a saída de Miranda é às 9 horas; chega em Aquidauana ao meio-dia para o almoço e sai às 14 horas para chegar em Campo Grande às 19 ou 19h30, para que as pessoas possam pegar vôos noturnos para São Paulo e outros grandes centros”.

As obras da via ferroviária estão aceleradas, de acordo com o presidente da Serra Verde Express. “A previsão é de que a América Latina Logística (ALL) entregue o trecho de Miranda a Campo Grande até dezembro”, disse. O objetivo é lançar o Trem do Pantanal durante da Feira de Turismo da Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens) que acontece de 22 a 24 de outubro no Rio de Janeiro.

A distribuição da frota dos vagões deve ser feita em um vagão pára-choque e bagageiro, entre a locomotiva e os vagões de passageiros; um vagão de classe econômica, com tarifa prevista de R$50,00 e o serviço é pago à parte pelo passageiro; cinco vagões na categoria turística, com um comissário de bordo guia, que conheça e passe informações sobre a região; além de oferecer serviço de bordo intermediário.

O custo da tarifa seria de $75,00. Por último, um vagão executivo, disponibilizando 48 lugares, sala vip para embarque e um serviço de bordo diferenciado. O preço seria de R$120,00.

6 de agosto de 2008

Reunião amanhã define lançamento do novo Trem do Pantanal

Devem ser definidos amanhã os rumos do novo projeto do Trem do Pantanal, durante reunião a ser realizada amanhã (06) na Capital.

Participam da agenda membros da Fundação de Turismo, órgão oficial de turismo do Estado, das prefeituras de Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Corumbá e do trade turístico.

A proposta é apresentar o projeto de revitalização do Trem do Pantanal, que será gerido pela empresa paranaense Serra Verde Express, concessionária dos trens turísticos do Paraná, e da Great Brazil Express.

O projeto, de acordo com a diretora-presidente da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, será um dos grandes indutores do turismo no Estado, gerando renda e melhorando a economia dos municípios de Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Corumbá.

Ataques de onças-pintadas são casos isolados

Os ataques de onças-pintadas a seres humanos são considerados casos isolados, conforme o capitão Ednilson Queiroz, biólogo e chefe de comunicação da Polícia Militar Ambiental (PMA).

Ele explica que a legislação federal proíbe a caça aos felinos. “É crime ambiental caçar e matar onças.

Elas só podem ser capturadas com autorização do órgão ambiental, em casos de extrema urgência, como, por exemplo, ataques constantes ao rebanho bovino em fazendas da região”, esclarece Queiroz. Segundo ele, o caso ocorrido com o fazendeiro Gregório Costa Soares, de 65 anos, que se feriu ao lutar com uma onça-pintada, é um “caso isolado”.

A afirmação do capitão é referendada pelo pesquisador Fernando Azevedo, (foto) que coordena um projeto sobre onças pantaneiras na região de Miranda e Corumbá. Ele conta que já capturou 20 onças-pintadas e nunca foi atacado por elas. “As onças só atacam em duas situações, consideradas de defesa: quando está com filhotes e ou quando está se alimentando. Nesses casos, o animal se sente acuado”, explica Fernando Azevedo.

Segundo Azevedo, um dos grandes problemas que afetam as pesquisas com onças nesta região justamente é a morte delas por trabalhadores de fazendas de gado ou ainda caçadores profissionais. “Eles acreditam que a morte dos animais soluciona o problema dos ataques aos rebanhos. Mas não é bem assim”, alerta o pesquisador.


De forma a modificar esta realidade, o projeto atua no monitoramento de onças e registro de ataques ao gado e junto a funcionários e proprietários das fazendas de gado através de ações científicas, educativas e participativas de forma a compreender melhor o problema da predação e integrar o público alvo às atividades de pesquisa com onças desenvolvidas na área de estudo.

O projeto está sendo desenvolvido em 2 fazendas do sul do Pantanal, municípios de Miranda e Corumbá, através da coleta de dados científicos acerca da longevidade e padrões de movimentação de onças e predação do gado por onças. Além disto o projeto pretende atuar na transmissão e melhoria de conhecimentos do público alvo (funcionários e proprietários de fazendas de gado) a respeito da função das onças, acerca do problema da predação de gado na região, da ilegalidade da matança de onças, da importância de melhorar o manejo do gado para evitar perdas, e da necessidade de melhoria no registro da mortalidade do rebanho de gado da região.

O projeto pretende também capacitar o público alvo, através da transmissão de conhecimentos e doação de equipamentos de coleta de dados para atingir os objetivos propostos.

Este projeto será pioneiro no envolvimento da população da região em um estudo científico e servirá de base para ações regionais e nacionais visando a diminuição dos casos de predação de gado e conseqüentemente de redução da mortalidade de onças abatidas em resposta aos casos de predação de gado.


Mais informações sobre o projeto no site: http://www.procarnivoros.org.br/

05/08/2008 - 17:36


5 de agosto de 2008

Novela Pantanal faz sucesso

Pantanal faz sucesso

Atores pegam carona na reprise da novela, 18 anos depois da primeira exibição

ETIENNE JACINTHO - Agência Estado

“Tibério! Tibério!”, grita o público, quando Sérgio Reis sobe ao palco em sua turnê pelo Brasil. Para quem não sabe, Tibério é o nome do personagem do cantor na novela Pantanal. O folhetim de Benedito Ruy Barbosa foi ao ar na extinta TV Manchete em 1990. Produto da Massa Falida da rede dos Bloch, o folhetim foi parar no SBT e lá está em reprise desde 9 de junho. Na semana passada, bateu recorde de audiência na TV de Silvio Santos, com 18 pontos de média — estreou com 8. “Nos shows, todos pedem as músicas de Pantanal”, diz.

O cantor diz que só tem motivos para comemorar a reprise. Silvio Santos, além de pagar o cachê a que o cantor tem direito, ainda lhe encomendou canções para a trilha sonora de Revelação, novela de Íris Abravanel que deve estrear em breve no SBT e contará com um núcleo rural. “Também vou fazer um especial de fim de ano na Record”. Quando questionado se a reprise da novela abre portas para o artista, a resposta é rápida: “Com certeza! Quem não é visto, não é lembrado!”

E o sertanejo não foi o único a ser lembrado. Luciene Adami também tem sido chamada de Guta, sua personagem na trama, onde quer que vá. E mal a novela começou a ser reprisada, um e-mail sobre a atriz chegou às redações de jornais. “Esse é um trabalho incrível”, fala Luciene, que nunca esteve distante da TV. Sua última novela foi Cristal, no SBT, há dois anos. Atualmente, ela é a hostess do espetáculo Terça Insana e está ensaiando a peça As Pontes de Madison.

PAGAMENTO

Com Luciene, que fez três novelas no SBT, Silvio Santos não economizou verba. “Fiquei surpresa porque recebi tudo o que estava no contrato e ainda me chamaram para pagar um excedente”, conta a atriz. “Por mim, a novela tem de passar inteira. Não sei porque encrencaram. Nesse trabalho, todo mundo foi feliz”, fala Luciene sobre a ação que o autor Benedito Ruy Barbosa move contra o SBT para tirar a novela do ar.

Já Antônio Petrin, que viveu Tenório, o pai de Guta em Pantanal, prefere não opinar sobre o processo judicial, mas diz que acha “ótimo” esse retorno 18 anos depois. “Pantanal foi um fenômeno. A paisagem é maravilhosa e o folclore daquela região também”, comenta o ator, hoje reconhecido como Tenório nas ruas. “E veja que estou com essa barba branca... Mesmo assim, me reconhecem." Na trama, Tenório mantinha duas famílias.


Além de lucrar com a exibição do folhetim de maior sucesso da TV Manchete — a novela entrou no ar sem anunciantes e hoje provoca fila de candidatos ao intervalo comercial —, Silvio ainda está promovendo os atores e a trilha da Revelação, de sua mulher, antes de a trama ir ao ar.
Diretor rompeu com a ‘ditadura’ do estúdio

Embora o nome do autor seja sempre a referência mais forte na criação de qualquer telenovela, a associação de Pantanal ao diretor é latente. Produção que marcou território na história do gênero ao romper com a ditadura do estúdio, o folhetim escancarou longos takes de rios, tuiuiús, araras, cobras e mato a perder de vista. Essa concepção estética foi obra de Jayme Monjardim. Que novela se deu ao luxo de dedicar tanto tempo à fauna e à flora, sem diálogos, só com trilha sonora de fundo, e sem despencar no ibope?

Agência Estado — O que você está achando da reprise de Pantanal no SBT? Jayme Monjardim — Estou superfeliz. Sabe, muita gente me ligou perguntando se eu iria processar o SBT, mas não tem nada a ver. Essa novela foi um marco na minha carreira. Foi um momento importante e 18 anos depois ela continua atual. Há hoje uma discussão ecológica que não se via na época.

Os atores te ligaram para comentar a reexibição?

Olha, alguns atores me disseram que acharam ótima essa reprise e outros, não. Para mim, Pantanal só traz coisas boas.

O SBT pagou os seus direitos?Está tudo certo comigo e com os atores. Há até anúncio no site do SBT para que os atores recebam o dinheiro.

Você tem contato com os atores que trabalharam com você? Nossa, muito. Falo com a Crica (Cristiana Oliveira, que fez o papel de Juma) até hoje...Você esperava que a reprise tivesse um desempenho tão bom em ibope (18 pontos de média)?A novela está conquistando outra geração.

Ela é praticamente inédita para os jovens. Na verdade, acho que não vai dar 18 pontos; acredito que se estabeleça nos 20, 21, 22, 23 pontos.

Você acha que seria possível fazer um remake de Pantanal?

É difícil refazer esse momento emocional — era um novo momento social e político no Brasil. Pantanal é uma obra que não daria um remake. (AE)

CURIOSIDADES

Após a novela da Globo: Em 1990, o Jornal da Manchete se arrastava, à espera do fim da novela das 8 da Globo (Rainha da Sucata) para que Pantanal entrasse no ar. A estratégia se repete agora com o Jornal do SBT, que só acaba após o fim da global A Favorita.

Ibope: Na Manchete, Pantanal chegou a registrar 40 pontos de audiência, feito até hoje inédito para uma novela fora da Globo.

Globo rejeitou Juma: Benedito Ruy Barbosa só ofereceu sua saga à Manchete após ouvir um não da Globo à proposta. Juma era a personagem principal da trama.

Ministros decidem restringir plantio de cana na Amazônia e no Pantanal


Danilo Macedo, Agência Brasil

RIO - Não será permitida plantação de cana-de-açúcar na Amazônia e no Pantanal. As exceções serão as áreas de três usinas já instaladas nos estados do Acre, do Amazonas e do Pará, e uma com projeto aprovado no Estado de Roraima, além das regiões do planalto pantaneiro onde já existem plantações há mais de 10 anos e em áreas degradadas.

A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira, após mais de duas horas de reunião entre os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Agricultura, Reinhold Stephanes. Minc considerou o resultado do encontro para tratar do zoneamento agroecológico da cana-de-açúcar “bom para todo mundo”.

- Estamos preservando, com esse acordo, o bioma amazônico e pantanal, não quebrando a produção já existente e colocando restrições que vão fazer com que ela se adeque à defesa do bioma, e não o contrário - afirmou, após o encontro, realizado no gabinete de Stephanes.

No planalto pantaneiro apenas será permitido o plantio direto, sem uso de máquinas ou agrotóxicos. Na planície, será proibido qualquer tipo de plantio de cana-de-açúcar. A intenção, segundo os ministros, é diminuir erosões e o assoreamento dos rios.

Segundo Minc, a fiscalização dessas áreas precisa ser feita em conjunto, “porque uma coisa é a filosofia do acordo e outra é o 'cumpra-se' do acordo”.

Stephanes disse que o texto do acordo será encaminhado ao Palácio do Planalto para que seja analisado e depois tomadas as medidas necessárias a sua execução, o que pode levar até um mês.